Presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Durante viagem oficial à Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisou se retratar nesta sexta-feira, 24 de outubro, após uma declaração feita em entrevista coletiva em Jacarta. A fala, em que o chefe do Executivo comparou traficantes a vítimas de usuários de drogas, gerou forte repercussão e críticas da oposição.
Na coletiva, Lula comentava sobre o combate internacional ao tráfico e afirmou que seria “mais fácil, para Brasil e Estados Unidos, combater viciados”. Em seguida, o presidente declarou:
“Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também.”
O trecho rapidamente viralizou nas redes sociais e provocou reações negativas. Diante da repercussão, o presidente usou suas redes sociais para se desculpar e esclarecer a intenção da fala.
“Fiz uma frase mal colocada nesta quinta e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado”, escreveu.
Na mensagem, Lula afirmou que “mais do que palavras são as ações” e destacou medidas adotadas pelo governo no enfrentamento ao tráfico e às organizações criminosas. O presidente citou, entre elas, a operação Carbono Oculto, que desarticulou um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país. Continuaremos firmes no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, afirmou Lula.
A declaração também ocorreu em meio à expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para domingo, 26 de outubro, durante a cúpula do Sudeste Asiático. O petista afirmou que a reunião está confirmada e que não há “assuntos proibidos” entre os dois líderes.
Segundo Lula, será a primeira reunião oficial entre ambos desde o início da crise provocada pela tarifa de 50% imposta pelos EUA a produtos brasileiros. Os dois haviam se encontrado brevemente em setembro, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, quando Trump disse ter tido uma “química excelente” com o presidente brasileiro.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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