Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula foi agraciado neste sábado, 25 de outubro, com o título de Doutor Honoris Causa em “Desenvolvimento Internacional e o Sul Global” pela Universidade Nacional da Malásia. A honraria destaca sua trajetória política e seu empenho em promover inclusão social e cooperação internacional.
A agenda de Lula no país se estende até a terça-feira (28). Durante esse período, ele participará de um encontro com empresários da Malásia e do bloco Asean, que reúne nações do Sudeste Asiático. Além disso, no domingo (26), está prevista uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar das tarifas impostas a produtos brasileiros importados pelos norte-americanos.
O presidente Lula voltou a criticar a continuidade da guerra em Gaza e a resistência mundial em criar um Estado palestino. A declaração foi dada durante a cerimônia de recebimento do título de doutor Honoris Causa em Filosofia e Desenvolvimento Internacional do Sul Global, concedido pela Universidade Nacional da Malásia, em Putrajaya, capital administrativa da Malásia.
"As comunidades universitárias em todo o mundo têm elevado suas vozes contra a brutalidade do genocídio em Gaza e contra a inércia moral, que impede até hoje que o Estado Palestino seja criado. Quase sempre são os jovens que nos recordam que a paz é o valor mais precioso da humanidade", discursou.
O presidente Lula afirmou que o aumento de tarifas no comércio entre países não pode ser adotado como mecanismo de coerção internacional. “Nações que não se dobram ao colonialismo e à dicotomia da Guerra Fria não se intimidarão diante de ameaças irresponsáveis", disse, sem mencionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aumentou em 50% as tarifas de importação sobre produtos brasileiros no início de agosto.
Ao defender o multilateralismo e a necessidade de mudanças nos organismos internacionais, o presidente Lula destacou o papel do Sul Global no cenário internacional, pela justiça e pela superação das desigualdades.
"A defesa de uma ordem baseada no diálogo, na diplomacia e na igualdade soberana das nações, está no cerne da proposta brasileira de reforma das Nações Unidas e, sem maior representatividade, o Conselho de Segurança seguirá inoperante e incapaz de responder aos desafios do nosso tempo."
No campo econômico, o presidente brasileiro considera inaceitável que os países ricos tenham nove vezes mais poder de voto no Fundo Monetário Internacional (FMI) do que o Sul Global, termo referente ao grupo de países da América Latina, da Ásia e da África, com histórico de colonialismo e que compartilham desigualdades econômicas e sociais.
Lula acrescentou que o protecionismo e a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC) impõem uma situação de assimetria insustentável para o Sul Global. "É a hora de interromper os mecanismos que sustentam há séculos o financiamento do mundo, desenvolvido às custas de economias emergentes em desenvolvimento."
Para o mandatário, a estrutura financeira mundial deve direcionar recursos para o desenvolvimento sustentável das nações emergentes. "Não podemos vislumbrar um mundo diferente sem questionar um modelo neoliberal que aprofunda desigualdades: 3 mil bilionários ganharam U$ 6,5 trilhões, desde 2015. Esta cifra supera o PIB nominal atual da Asean [Associação de Nações do Sudeste Asiático] e do Brasil somados."
Da redação do Portal de Prefeitura com informações da Agência Brasil.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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