Em junho de 2024, quando Juscelino foi indiciado pela PF pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o presidente chegou a prometer que afastaria o ministro caso fosse denunciado pela PGR.
Lula e ministro Juscelino Filho denunciado pela PGR. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), deve ser afastado do cargo pelo presidente Lula (PT) após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto desvio de emendas parlamentares no período em que era deputado federal.
Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, alguns ministros relataram que - antes de tomar qualquer decisão -, Lula quer conversar pessoalmente com Juscelino e entender os detalhes da denúncia, que está sob sigilo. O presidente da República está em Honduras, onde participa, na quarta-feira, 9 de abril, da cúpula de chefes de Estado da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Em junho de 2024, quando Juscelino Filho foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, Lula chegou a prometer publicamente que afastaria o ministro da pasta, caso fosse denunciado pela PGR.
"O que eu disse para ele: só você sabe a verdade. Se o procurador indiciar (denunciar), você sabe que tem que mudar de posição. Enquanto não houver indiciamento (denúncia), ele fica como ministro. Se houver indiciamento (denúncia), ele será afastado", afirmou Lula, duas semanas após o relatório da PF que apontou os crimes.
Esta é a primeira denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra um integrante do primeiro escalão da gestão Lula, neste terceiro mandato.
A defesa de Juscelino afirmou que ele é inocente da denúncia sobre suspeita de desvios em emendas parlamentares por meio da Codevasf, e classificou como "factoides". Os advogados afirmaram também que ainda não foram notificados oficialmente sobre a denúncia apresentada pela PGR e que o andamento do processo não consta nos sistemas de consulta pública até o momento.
O relator do processo no STF é o ministro Flávio Dino, ex-colega de Esplanada de Juscelino, quando comandava a pasta da Justiça.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
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