Lula e Maduro Foto: Ricardo Stuckert
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que enviará uma representante para a cerimônia de posse do presidente Nicolás Maduro, marcada para o próximo dia 10 de janeiro. A decisão foi confirmada por fontes oficiais do Itamaraty, que revelaram que a embaixadora do Brasil em Caracas, Gilvania de Oliveira, será a responsável por representar o Brasil no evento, em lugar de uma autoridade de alto escalão. A informação foi divulgada pelo portal "UOL".
As eleições realizadas na Venezuela em julho de 2024 resultaram na reeleição de Maduro, mas a oposição denunciou supostas irregularidades, alegando que o candidato Edmundo Gonzalez teria vencido. Embora o governo brasileiro tenha se abstenido de fazer uma declaração definitiva sobre as acusações de fraude, deixou claro que não reconheceria oficialmente os resultados até que as atas eleitorais fossem apresentadas. Como essas documentações ainda não foram divulgadas, o impasse gerou uma crise diplomática entre os dois países, com o governo de Maduro criticando publicamente a postura do Brasil e atacando figuras chave da diplomacia brasileira, incluindo o assessor especial de Lula, Celso Amorim.
Apesar de o Brasil não enviar um representante de alto nível para o evento, a escolha de enviar a embaixadora do Brasil em Caracas busca manter uma linha de diálogo com o governo venezuelano, sem, no entanto, elevar a representação a um nível simbólico mais alto, o que indicaria uma concordância total com os processos eleitorais da Venezuela.
A situação política da Venezuela gerou divisões internas no Brasil. Enquanto grupos de direitos humanos pressionam o governo de Lula a adotar uma posição mais firme contra o regime de Maduro, movimentos sociais têm defendido o reconhecimento da vitória do presidente venezuelano. Organizações como Artigo 19 Brasil e Conectas Direitos Humanos assinaram uma carta pedindo ao governo brasileiro que adote medidas para assegurar uma transição democrática na Venezuela e que não reconheça os resultados eleitorais enquanto as atas eleitorais não forem apresentadas.
Em contraponto, entidades como o Movimento Nacional de Juventude e a Confederação Nacional das Associações de Moradores enviaram uma carta ao governo brasileiro solicitando o reconhecimento da reeleição de Maduro, destacando a importância de manter boas relações diplomáticas e estreitar a integração regional. A ONU também tem acompanhado de perto a situação na Venezuela, expressando preocupação com a repressão aos opositores políticos, jornalistas e ativistas de direitos humanos, e pedindo que as manifestações pacíficas sejam respeitadas durante o período da posse de Maduro.
Com essa decisão de representação, o Brasil busca equilibrar seu posicionamento diplomático, mantendo o diálogo com o governo venezuelano enquanto permanece atento às condições políticas internas do país.
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