Presidente manterá agendas em Alagoinhas e Salvador ao lado de Jaques Wagner e Rui Costa, mas não participará da tradicional caminhada em razão do tratamento de radioterapia .
27 de junho de 2026 às 11:33 - Atualizado às 11:35
Lula e Jaques Wagner. Foto: Divulgação/PT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a participação na tradicional caminhada do 2 de Julho, em Salvador, em razão do tratamento de radioterapia ao qual está sendo submetido. Apesar da mudança, ele confirmou presença em outras agendas oficiais na Bahia ao lado do senador Jaques Wagner (PT-BA) e do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Segundo uma fonte da Executiva Nacional do PT ouvida pela CNN Brasil, a decisão foi tomada por recomendação relacionada aos cuidados durante o tratamento. A exposição prolongada ao sol, o calor intenso, o contato com grandes multidões e o esforço físico da caminhada são incompatíveis com a atual fase da radioterapia.
A caminhada do 2 de Julho é um dos eventos mais simbólicos do calendário político baiano. A data celebra a consolidação da Independência do Brasil na Bahia, ocorrida em 1823, e tradicionalmente reúne autoridades, lideranças políticas e milhares de participantes nas ruas de Salvador.
Mesmo sem participar do cortejo, Lula cumprirá compromissos oficiais no estado. A programação prevê uma visita à inauguração do Hospital Regional de Alagoinhas, além da entrega de veículos do Ministério da Saúde no município.
À noite, o presidente também deve participar da cerimônia de reabertura da Sala Principal do Teatro Castro Alves, em Salvador, acompanhado de Jaques Wagner e Rui Costa.
As agendas acontecem em um momento de desgaste político envolvendo o senador Jaques Wagner. O parlamentar deixou recentemente a liderança do governo no Senado após ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao caso Master.
Apesar da ausência na caminhada do 2 de Julho, a manutenção dos demais compromissos reforça a presença de Lula na programação oficial da Bahia durante as celebrações da Independência do estado.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado poucos dias após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
Durante a operação, os agentes apreenderam US$ 55 mil em espécie, o equivalente a aproximadamente R$ 285 mil, além de 33,5 mil euros, cerca de R$ 199 mil. Também foram recolhidos mais de dez relógios, que passarão por análise no âmbito das investigações.
Segundo informações divulgadas, Jaques Wagner deverá concentrar sua atuação na preparação da defesa diante dos desdobramentos do inquérito. A saída da liderança do governo já vinha sendo defendida por integrantes do Palácio do Planalto e por membros do Partido dos Trabalhadores, que avaliavam que sua permanência no cargo poderia ampliar o desgaste político da gestão federal.
Nos bastidores, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideravam que a mudança seria uma forma de minimizar os impactos da investigação sobre a articulação política do governo e evitar reflexos na estratégia eleitoral para a campanha de reeleição do petista.
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Segundo o presidente da Alepe, a decisão está relacionada ao que o grupo considera "não cumprimento de compromissos políticos anteriormente assumidos".
A decisão foi registrada na ata de uma reunião da Executiva Estadual realizada após a escolha de Alfredo Gaspar para integrar a chapa presidencial.
A principal mudança nos últimos quatro anos está nas aplicações em planos de previdência Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).
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