Jaques Wagner e Lula. Foto: Divulgação/PT.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira, 24 de junho, que deixou a liderança do governo no Senado. Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada em comum acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante reunião realizada no Palácio da Alvorada e afirmou que pretende concentrar esforços em sua defesa e nas articulações políticas para as eleições.
“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, declarou.
O afastamento do cargo ocorre poucos dias após Jaques Wagner ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
Durante a operação, agentes apreenderam US$ 55 mil em espécie, valor equivalente a cerca de R$ 285 mil. Os investigadores também encontraram 33,5 mil euros, aproximadamente R$ 199 mil, além de mais de dez relógios.
Segundo informações divulgadas, o senador deverá concentrar sua atuação na preparação da defesa diante dos desdobramentos do caso. Integrantes do governo federal e membros do Partido dos Trabalhadores defendiam a saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado.
Nos bastidores, aliados avaliavam que a permanência do parlamentar no cargo poderia gerar desgaste político para a campanha de reeleição do presidente Lula. Apesar das discussões internas, o senador permaneceu na função até a definição anunciada após a conversa com o chefe do Executivo.
Eleito senador pela Bahia em 2018 com 4,253 milhões de votos, Jaques Wagner iniciou o mandato em 2019, com término previsto para 2027.
Nascido no Rio de Janeiro em 1951, ele construiu sua trajetória política a partir do movimento estudantil. Na Bahia, atuou no movimento sindical e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores no estado.
Ao longo da carreira, exerceu três mandatos como deputado federal, governou a Bahia por dois mandatos e também ocupou cargos ministeriais nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
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Parlamentares vão concorrer ao Senado, à Assembleia Legislativa ou deixarão a vida política nas eleições deste ano
Ele foi promotor de Justiça por 24 anos e procurador-geral de Justiça de Alagoas por duas vezes, de acordo com a biografia em seu site.
A iniciativa também prevê acompanhamento especializado pela rede municipal de saúde para os beneficiários que atenderem aos critérios.
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