Governo Lula exige retorno de delegados cedidos à justiça após operação da PF contra Jaques Wagner. Foto: Divulgação
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou um processo para trazer de volta policiais federais que atualmente atuam cedidos a diferentes órgãos públicos pelo país. A medida, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, alcança instituições federais, estaduais e municipais e prevê o retorno de pelo menos 150 servidores aos quadros da Polícia Federal.
Os primeiros comunicados já chegaram aos órgãos envolvidos nesta semana. Segundo as determinações enviadas pelo Ministério da Justiça, os servidores convocados terão prazo de 30 dias para retornar às funções de origem. A iniciativa faz parte de uma decisão anunciada anteriormente pelo presidente Lula, que defendeu a necessidade de "reforçar o efetivo da Polícia Federal no combate ao crime organizado".
Os ofícios seguiram para cerca de 50 órgãos que atualmente contam com policiais federais cedidos para exercer atividades administrativas, técnicas ou de assessoramento. A medida afeta profissionais de diferentes carreiras da corporação.
A decisão ganhou repercussão nos bastidores políticos e jurídicos porque parte dos servidores cedidos atua em tribunais e órgãos ligados ao sistema de Justiça. Entre os casos citados está o de delegados que trabalham como assessores de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações divulgadas, o governo federal encaminhou os documentos na última quarta-feira (17). O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, assinou os comunicados que formalizam o retorno dos policiais federais aos seus cargos de origem.
A movimentação ocorre em um momento de avanço de investigações de grande repercussão nacional. Entre elas estão apurações relacionadas a supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e investigações envolvendo o Banco Master.
As duas investigações estão sob supervisão do ministro do STF, André Mendonça. Entre os integrantes da equipe que auxilia o magistrado está o delegado da Polícia Federal Thiago Marcantonio Ferreira, que atua como assessor desde o ano passado.
As apurações conduzidas pelo gabinete de Mendonça alcançaram pessoas próximas ao governo federal. No caso envolvendo o INSS, surgiram citações ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República. Já a investigação relacionada ao Banco Master resultou recentemente em uma operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.
O presidente Lula já havia se manifestado publicamente sobre o tema meses antes do envio dos ofícios. Em declaração feita em abril, o chefe do Executivo afirmou que havia orientado o Ministério da Justiça a convocar policiais federais que estavam fora das atividades regulares da corporação.
Na ocasião, Lula argumentou que a Polícia Federal precisava reforçar seu quadro de atuação. O presidente também declarou que apenas servidores ocupando cargos específicos, como secretarias estaduais, permaneceriam afastados das funções originais.
"Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado, diz a justificativa.
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"Eu proponho, como comunicado oficial para todos os traficantes que ocupam o território brasileiro, que eles se entreguem. Aí nossa polícia não precisa matar ninguém", afirmou o candidato a presidência.
o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.
A nova investigação apura suspeitas de possíveis favorecimentos a empresas parceiras dele dentro do governo federal.
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