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Oruam foragido: defesa afirma que cantor não vai se entregar após ordem de prisão

A juíza Tula Corrêa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, expediu o mandado de prisão preventiva contra o artista.

Gabriel Alves

04 de fevereiro de 2026 às 16:10   - Atualizado às 16:10

Cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam.

Cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. Foto: Reprodução

A defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, informou que o cantor não deve se apresentar à Justiça nos próximos dias após ter o habeas corpus revogado e um novo pedido de prisão decretado na quarta-feira, 3 de fevereiro.

A juíza Tula Corrêa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, expediu o mandado de prisão preventiva. O motivo foi o descumprimento reiterado no monitoramento eletrônico e deixando a bateria da tornozeleira eletrônica descarregar por períodos longos. Para a Corte, tal ação inviabilizou a fiscalização judicial e demonstrou risco concreto à ordem pública e aplicação da lei penal.

A decisão foi assinada e, poucos minutos depois, o mandado de prisão foi encaminhado à 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do RJ.

Com isso, a corporação saiu para cumprir o mandato. De acordo com o delegado titular, Neilson dos Santos Nogueira, em declaração exclusiva ao Metrópoles, Oruam não foi achado no endereço onde mora.

“Diligenciamos na residência dele, mas ele não foi localizado. O mandado de prisão segue pendente de cumprimento”, afirmou.

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Segundo informações, Oruam teria informado à Justiça, no último dia 20 de janeiro, que estava em um condomínio de Freguesia (Jacarepaguá). Amigos do cantor estiveram no local na terça (3).

Caso Mauro seja localizado e preso, ele será encaminhado para a Cidade da Polícia, em Jacaré, Zona Norte carioca, onde passará a cumprir procedimentos de praxe antes de eventual apresentação à Justiça.

Soltura de Oruam

Oruam havia sido colocado em liberdade em 2025 após o ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, considerar que a manutenção da prisão preventiva estava baseada em justificativas genéricas e pouco consistentes. Na ocasião, a custódia foi substituída por medidas cautelares. 

Réu

O cantor é réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação realizada no Rio de Janeiro no ano passado. A decisão do ministro derrubou a liminar que havia substituído a prisão preventiva por medidas cautelares.

Algumas ocorrências teriam se estendido por até dez horas, concentrando-se, sobretudo, nos períodos noturnos e em fins de semana. Para o relator, o histórico demonstra um padrão incompatível com falha pontual de equipamento e configura desrespeito às ordens judiciais.

Defesa

defesa do cantor, feita pelo advogado Fernando Henrique Cardoso, sustenta que não houve desligamento intencional da tornozeleira. De acordo com ele, o dispositivo apresentou problemas técnicos, o que motivou o chamamento de Oruam pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para a substituição do equipamento.

“Fomos atrás dos dados telefônicos e eles mostram que, em dezembro, já havia registro de problema no equipamento. No dia 9 de dezembro, Mauro foi convocado a comparecer à Seap para avaliar a tornozeleira, e os técnicos constataram falha de carregamento. O equipamento foi trocado naquele momento. Temos um documento oficial da Seap que especifica esse defeito e a substituição realizada”, diz a defesa.

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