Pernambuco, 06 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Mulher é demitida após chamar colega de trabalho de "medusa" por penteado com tranças afro

O caso ocorreu em 23 de setembro de 2024, em uma empresa do setor automotivo, onde as duas atuavam no mesmo setor.

Gabriel Alves

14 de novembro de 2025 às 12:18   - Atualizado às 12:18

Pessoa com penteado afro "dreadlock".

Pessoa com penteado afro "dreadlock". Foto: Freepik/Reprodução

A Justiça do Trabalho em Minas Gerais confirmou a justa causa aplicada a uma funcionária que ofendeu uma colega negra ao chamá-la de “Medusa”, referência ao penteado com tranças afro usado pela trabalhadora. A decisão é da Sexta Turma do TRT-MG, que manteve a sentença da 6ª Vara do Trabalho de Uberlândia. O processo já transitou em julgado.

O caso ocorreu em 23 de setembro de 2024, em uma empresa do setor automotivo, onde as duas atuavam no mesmo setor. Naquele dia, a vítima estava com penteado em estilo dreadlock quando foi alvo de zombarias. Segundo testemunhas, ela ficou muito abalada, chorou e precisou de atendimento da equipe de segurança do trabalho. Poucos dias depois, decidiu pedir demissão.

A apuração interna confirmou que a autora da ofensa, acompanhada de outras colegas, ridicularizou o cabelo da trabalhadora negra, dizendo que ela estaria “parecendo uma Medusa”. Diante da conclusão, a empresa aplicou justa causa a todas as envolvidas por conduta discriminatória. Uma delas contestou o desligamento na Justiça.

Nos autos, a empresa demonstrou oferecer treinamentos sobre respeito e diversidade, além de ações regulares de conscientização.

Para a juíza de primeiro grau, ficou comprovado que a trabalhadora praticou ato lesivo à honra, motivado por discriminação racial, o que justificaria a pena máxima no âmbito trabalhista. A ex-funcionária recorreu, mas o relator no TRT-MG, desembargador Anemar Pereira Amaral, manteve a decisão.

Veja Também

Ele destacou que o episódio pode ser enquadrado como injúria racial e reforçou que práticas racistas devem ser firmemente enfrentadas tanto na sociedade quanto no ambiente de trabalho.

“O racismo, dentro ou fora do local de trabalho, é repugnante e precisa ser combatido. A motivação da empresa para aplicar a justa causa está devidamente comprovada”, afirmou o magistrado.

O relator também citou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, do CNJ, que orienta magistrados a avaliar como o racismo estrutural influencia conflitos e relações trabalhistas.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

05:09, 06 Mar

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel.
Decisão

Justiça mantém prisão de Vorcaro e cunhado, Fabiano Zettel, em audiência de custódia

As prisões foram cumpridas na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos

Vereadores de Camaragibe.
Punição

Camaragibe: Justiça manda retirar publicações e impõe multa em ação de vereadores contra Ivan Guedes

Os parlamentares sustentaram na ação que vinham sendo alvo de uma sequência de publicações consideradas ofensivas e inverídicas nas redes sociais.

Polícia Federal.
Ordem

Polícia Federal faz buscas em gabinete de magistrado que absolveu estuprador

Os policiais federais estiveram no prédio do tribunal, em Belo Horizonte, no começo da tarde, junto com integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que acompanharam a coleta de objetos,

mais notícias

+

Newsletter