Ao analisar o caso, o desembargador federal Fernando Braga Damasceno, relator do processo, entendeu que o Pronera é uma política pública respaldada por lei e por decretos federais.
Bandeira do MST. Foto: Divulgação/MST
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) decidiu, nesta terça-feira, 7 de outubro, derrubar a liminar que suspendia o edital do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Campus do Agreste, em Caruaru., para membros do MST.
A seleção oferece 80 vagas destinadas a beneficiários do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). A decisão ainda cabe recurso.
A suspensão havia sido determinada pela Justiça Federal em Pernambuco, em resposta a uma ação popular movida pelo vereador do Recife Tadeu Calheiros (MDB).
Ao analisar o caso, o desembargador federal Fernando Braga Damasceno, relator do processo, entendeu que o Pronera é uma política pública respaldada por lei e por decretos federais, que autorizam a parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e universidades públicas para ofertar cursos voltados a assentados da reforma agrária.
Com a decisão, o edital do curso de Medicina poderá voltar a tramitar normalmente, garantindo a continuidade do processo seletivo da UFPE no Agreste.
“A hipótese dos presentes autos evidencia uma ação afirmativa educacional voltada a grupo historicamente marginalizado (população do campo beneficiária da reforma agrária). Note-se aqui que as 80 (oitenta) vagas do edital impugnado são suplementares, ou seja, não se retira uma única vaga do processo regular (SISU) e que o financiamento é externo [R$18.648.000,00 (dezoito milhões, seiscentos e quarenta e oito mil reais) do INCRA e não do orçamento regular da UFPE]”, disse o magistrado na decisão.
O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) apresentou uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão imediata do Edital nº 31/2025, lançado pela UFPE.
Segundo o parlamentar, a medida levanta dúvidas sobre sua legalidade e constitucionalidade, já que restringe totalmente o acesso a um curso público de alto prestígio e elevado custo a um grupo específico, formado por assentados da reforma agrária, quilombolas, educadores do campo e outros beneficiários do programa.
“Esse edital, na prática, exclui qualquer possibilidade de ampla concorrência. É uma seleção com recursos públicos que não permite igualdade de condições a todos os estudantes interessados”, declarou Nogueira.
Além da representação no TCU, o deputado protocolou um requerimento na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, solicitando a convocação do ministro da Educação, Camilo Santana, para prestar esclarecimentos.
A ideia é que o MEC explique os critérios utilizados para a formulação do edital e como a iniciativa se enquadra dentro das políticas educacionais em vigor.
1
2
3
4
13:40, 05 Ago
27
°c
Fonte: OpenWeather
O ministro do STF Edson Fachin disse que a medida representa "uma mudança significativa na forma de enxergar e tratar essa questão".
Fundado em 13 de agosto de 1822, a corte está entre as instituições mais antigas do Estado de Pernambuco. Serão dois dias de comemorações.
Mais de 650 equipamentos espalhados pela capital pernambucana serão transformadas em novos pontos de informação para essas pessoas em situação de vulnerabilidade.
mais notícias
+