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Marcola e 159 faccionados são absolvidos e investigação histórica contra o PCC prescreve

O processo vinha sendo tratado por promotores do Gaeco como um marco histórico no combate ao crime organizado no país.

Gabriel Alves

10 de dezembro de 2025 às 11:34   - Atualizado às 11:34

Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Foto: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

A Justiça encerrou, oficialmente, na última terça-feira, 2 de dezembro, a investigação considerada a maior já conduzida pelo Ministério Público de São Paulo contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, da 2ª Vara de Presidente Prudente, encerrou sem que nenhum dos acusados fosse punido. As informações são da coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

O juiz reconheceu a prescrição da pretensão punitiva, o que resultou na extinção da punibilidade de todos os 160 réus. Entre eles está Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, identificado há mais de duas décadas como o principal comandante do PCC. O caso reuniu durante três anos e meio milhares de interceptações telefônicas, documentos, relatórios e apreensões que embasaram a denúncia de 175 integrantes da facção.

O processo vinha sendo tratado por promotores do Gaeco como um marco histórico no combate ao crime organizado no país. Quando apresentada em 2013, a denúncia oferecia um retrato inédito da estrutura interna da facção. O material reunido indicava a cadeia de comando, o fluxo de armas e drogas, os responsáveis por fornecer produtos ao grupo e planos de atentados, homicídios e resgates.

A Justiça também não aceitando a denúncia contra 15 nomes dos 175 membros. A decisão foi mantida em instâncias superiores e o caso seguiu com 160 acusados.

Também estimava que o PCC movimentava cerca de R$ 10 milhões por mês naquele período. Além disso, o Ministério Público solicitou a internação de 32 líderes no Regime Disciplinar Diferenciado e pediu prisão preventiva para 112 suspeitos.

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Segundo o MP, as provas demonstravam que a liderança da facção seguia atuando de forma contínua, mesmo presa, e mantinha controle sobre operações em pelo menos 22 estados, além de Bolívia e Paraguai.

Apesar do volume de evidências reunidas, o caso nunca chegou à fase de julgamento. Ao longo dos anos, o processo sofreu sucessivas interrupções provocadas por liminares, recursos, desmembramentos e discussões sobre procedimentos, o que impediu o avanço da ação.

Quando a Justiça finalmente pôde analisar o mérito, em 2025, os prazos legais já haviam expirado. Com isso, a investigação que prometia ser um divisor de águas no enfrentamento ao crime organizado foi encerrada sem qualquer responsabilização.

Da redação do Portal com informações da coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

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