O advogado de defesa protocolou um pedido para revogação de prisão influenciador. Já o MPPB, que faz a acusação, protocolou um pedido para manter a prisão.
Hytalo Santos e marido. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
A terça-feira, 4 de novembro, foi marcada pela primeira audiência de instrução, no Fórum Criminal de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, do caso que envolve o influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente. Testemunhas, tanto de defesa quanto acusação, foram ouvidas. O processo apura a produção de conteúdos pornográficos com adolescentes.
Ao todo, foram ouvidas seis testemunhas de defesa e duas de acusação. Segundo o advogado de Hytalo, o influenciador e o marido não prestaram depoimento nesta etapa e devem ser interrogados apenas em audiências futuras.
Durante a sessão, a defesa protocolou um pedido de revogação da prisão do casal, enquanto o Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou uma manifestação para manter a prisão preventiva.
O juiz Antônio Rudimacy, da 2ª Vara Mista de Bayeux, afirmou que irá analisar os pedidos, mas não estabeleceu prazo para divulgar a decisão.
A Justiça de São Paulo decidiu, no dia 16 de agosto, manter a prisão do influenciador digital Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente. Os dois haviam sido presos no 15, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A detenção ocorreu em cumprimento a mandados expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba. As investigações, conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), apuram suspeitas de tráfico humano e exploração sexual de menores.
Hytalo e Israel foram surpreendidos pelos agentes enquanto dormiam em casa. A ação foi registrada em vídeo, no qual os dois aparecem recebendo a ordem de prisão. Nas imagens, um dos policiais declara:
“Vocês estão sendo detidos pelo Deic (Departamento de Investigações Criminais)”.
De acordo com a polícia, o casal não resistiu à prisão. Eles foram levados para a audiência de custódia, realizada no sábado. O juiz responsável destacou que o objetivo era verificar possíveis ilegalidades no processo de prisão, mas entendeu que não havia irregularidades, determinando a manutenção da medida.
As investigações contra Hytalo Santos tiveram início em 2024, após denúncias registradas por meio do “Disque 100”. O MPPB apura indícios de exploração sexual infantil e de exposição de crianças e adolescentes em situações consideradas impróprias.
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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