Andrielly de Lima Barros, de 21 anos, vítima de feminicídio. Foto: Reprodução
A Justiça de Pernambuco condenou Luciano da Silva Santos a 37 anos de prisão pela morte da ex-companheira Andrielly de Lima Barros, de 21 anos. O julgamento foi realizado na quarta-feira, 3 de dezembro, no Fórum de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão pernambucano.
O réu foi sentenciado por feminicídio qualificado, com o reconhecimento de duas circunstâncias agravantes: emprego de meio cruel e utilização de recurso que impediu qualquer possibilidade de defesa por parte da vítima. De acordo com o que foi apresentado no tribunal, Luciano teria planejado o crime previamente e armado uma emboscada para atacar a ex-companheira.
A mãe de Andrielly, que vive em outro estado, esteve presente ao julgamento e recebeu suporte especializado. Ela foi acompanhada por equipes responsáveis pelo atendimento a vítimas, recebeu orientações sobre o andamento processual e contou com apoio psicossocial durante toda a sessão.
Esse acompanhamento envolveu ainda articulação entre promotores e profissionais da rede de proteção, garantindo que o suporte à família continuasse sendo oferecido mesmo a distância.
O crime ocorreu em fevereiro de 2025, dentro da residência da jovem, na Agrovila 35 do Projeto Fulgêncio. Segundo relatos, o corpo de Érica Andrielly foi encontrado pela avó, Dona Lourdes, que precisou arrombar a porta após não conseguir contato com a neta. A jovem, que tinha o desejo de ser mãe, foi morta com golpes de faca.
As investigações apontam o ex-companheiro como autor do feminicídio, motivado por ciúmes.
A pensão especial para filhos e dependentes menores de 18 anos de vítimas de feminicídio deve começar a ser paga a partir de dezembro. A informação é da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
“Temos a previsão de iniciar esse pagamento a partir de dezembro. Vou confirmar, mas o ministro Wolney [Queiroz], da Previdência [Social], que é o órgão responsável por fazer esse pagamento, [definiu] para começar a partir de dezembro.”
Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Márcia classificou o pagamento como “uma reparação mínima do Estado brasileiro”.
“De fato, é muito trágico. Crianças, adolescentes, jovens até 18 anos perderem a mãe por feminicídio e, às vezes, terem que viver com a avó ou com alguns parentes, mas sem nenhum tipo de renda.”
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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