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Homem é condenado a 37 anos de prisão por matar ex-companheira no Sertão de Pernambuco

A mãe de Andrielly, que vive em outro estado, esteve presente ao julgamento da morte da filha e recebeu suporte especializado.

Gabriel Alves

04 de dezembro de 2025 às 18:44   - Atualizado às 18:45

Andrielly de Lima Barros, de 21 anos, vítima de feminicídio.

Andrielly de Lima Barros, de 21 anos, vítima de feminicídio. Foto: Reprodução

A Justiça de Pernambuco condenou Luciano da Silva Santos a 37 anos de prisão pela morte da ex-companheira Andrielly de Lima Barros, de 21 anos. O julgamento foi realizado na quarta-feira, 3 de dezembro, no Fórum de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão pernambucano.

O réu foi sentenciado por feminicídio qualificado, com o reconhecimento de duas circunstâncias agravantes: emprego de meio cruel e utilização de recurso que impediu qualquer possibilidade de defesa por parte da vítima. De acordo com o que foi apresentado no tribunal, Luciano teria planejado o crime previamente e armado uma emboscada para atacar a ex-companheira.

A mãe de Andrielly, que vive em outro estado, esteve presente ao julgamento e recebeu suporte especializado. Ela foi acompanhada por equipes responsáveis pelo atendimento a vítimas, recebeu orientações sobre o andamento processual e contou com apoio psicossocial durante toda a sessão.

Esse acompanhamento envolveu ainda articulação entre promotores e profissionais da rede de proteção, garantindo que o suporte à família continuasse sendo oferecido mesmo a distância.

O crime ocorreu em fevereiro de 2025, dentro da residência da jovem, na Agrovila 35 do Projeto Fulgêncio. Segundo relatos, o corpo de Érica Andrielly foi encontrado pela avó, Dona Lourdes, que precisou arrombar a porta após não conseguir contato com a neta. A jovem, que tinha o desejo de ser mãe, foi morta com golpes de faca.

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As investigações apontam o ex-companheiro como autor do feminicídio, motivado por ciúmes.

Pensões a filhos de vítimas de feminicídio

A pensão especial para filhos e dependentes menores de 18 anos de vítimas de feminicídio deve começar a ser paga a partir de dezembro. A informação é da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

“Temos a previsão de iniciar esse pagamento a partir de dezembro. Vou confirmar, mas o ministro Wolney [Queiroz], da Previdência [Social], que é o órgão responsável por fazer esse pagamento, [definiu] para começar a partir de dezembro.”

 

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Márcia classificou o pagamento como “uma reparação mínima do Estado brasileiro”.

“De fato, é muito trágico. Crianças, adolescentes, jovens até 18 anos perderem a mãe por feminicídio e, às vezes, terem que viver com a avó ou com alguns parentes, mas sem nenhum tipo de renda.”

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