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Justiça da Itália decide manter Carla Zambelli presa em Roma após audiência de custódia

A deputada licenciada tem dupla cidadania e deixou o Brasil em busca de asilo político duas semanas após ser condenada pelo STF.

Everthon Santos

01 de agosto de 2025 às 10:24

Carla Zambelli.

Carla Zambelli. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Justiça italiana decidiu, nesta sexta-feira, 1º de agosto, manter presa a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), detida em Roma após aparecer na lista de procurados da Interpol. A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia, realizada um dia depois da prisão.

Foragida há dois meses, a parlamentar foi presa em Roma, na Itália, nesta terça-feira (29), onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Zambelli tem dupla cidadania e deixou o Brasil em busca de asilo político duas semanas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. A deputada também terá que pagar R$ 2 milhões em danos coletivos.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema para emitir um mandato falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

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Mandato

Em junho, a Câmara dos Deputados autorizou a deputada a tirar 127 dias de licença não remunerada.

Se a parlamentar não retomar o mandato após o fim de licença, poderá ser cassada por faltar às sessões. Zambelli também é alvo de processo de cassação na Casa.

Além disso, a Câmara ainda não deliberou sobre a decretação da perda do mandato em função da condenação pelo Supremo. 

Defesa
Pelas redes sociais, o advogado Fábio Pagnozzi disse que Carla Zambelli se entregou às autoridades italianas para colaborar com as investigações.

Segundo o defensor, a deputada tomou a iniciativa de se entregar à polícia: "Carla busca a não extradição e ser julgada com imparcialidade."

Por outro lado, a Polícia Federal informou que a prisão da deputada resultou de um trabalho de cooperação entre a corporação, a polícia italiana e a Interpol.

As declarações do deputado italiano Angelo Bonelli também rebatem a versão da defesa. Em sua conta no X, o parlamentar disse que denunciou à polícia italiana um endereço em Roma no qual Zambelli estava hospedada. 

Com informações da Agência Brasil

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