Pernambuco, 04 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Justiça condena deputado do PT a pagar R$ 20 mil a Bolsonaro por associar ex-presidente a Vorcaro

Além dos danos morais, o parlamentar deve evitar publicações semelhantes no futuro e publicar uma retratação por no mínimo 48 horas.

Redação

28 de maio de 2026 às 14:55   - Atualizado às 14:58

Rogério Correia monta imagem de A e é condenado pela Justiça.

Rogério Correia monta imagem de A e é condenado pela Justiça. Foto: Wesley Amaral/Agência Câmara

A Justiça do Distrito Federal (DF) condenou nesta quarta-feira, 27, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) a indenizar por danos morais em R$ 20 mil o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar publicou no X uma imagem criada por inteligência artificial que associava Bolsonaro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A juíza Luciana Correa Sette Torres de Oliveira, da 7.ª Vara Cível do DF, acolheu parcialmente os pedidos da defesa do ex-presidente. Além dos danos morais, o deputado deve evitar publicações semelhantes no futuro e publicar uma retratação por no mínimo 48 horas. Ele fica sujeito a multa em caso de descumprimento.

Rogério Correia informou ao Estadão que vai recorrer da decisão.

A postagem, publicada em fevereiro e, posteriormente, apagada, mostrava Bolsonaro ao lado de Daniel Vorcaro, preso e investigado por fraudes financeiras do Master. Após repercussão, Correia divulgou nota na qual reconheceu ter utilizado imagem produzida por inteligência artificial.

Na ação, os advogados do ex-presidente afirmaram que ela "simulava um encontro e uma relação de intimidade" entre os dois e que a legenda da postagem imputava crimes de corrupção a Bolsonaro.

Veja Também

"Embora o réu tenha apagado a postagem e admitido o uso de tecnologia para criar a ‘imagem simbólica’, o conteúdo atingiu milhares de pessoas e continua a gerar danos à sua reputação", escreveu a acusação, que pedia indenização de R$ 61 mil.

Em sua defesa, o deputado afirmou que a manifestação ocorreu em contexto de debate público sobre tema de interesse coletivo e que a publicação se inseriu em crítica política.

Na decisão, a magistrada entendeu que o direito à liberdade de expressão não alcança situações em que há simulação de fatos inexistentes capaz de associar alguém a irregularidades.

"É evidente que o réu ou qualquer agente - político ou civil - poderia criticar, questionar, cobrar explicações, formular juízo político ou comentar fatos noticiados. O que não poderia, sem assumir responsabilidade posterior, era divulgar montagem realista capaz de sugerir encontro inexistente e, a partir dela, associar a imagem do autor a ilícitos de repercussão pública", escreveu.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

01:40, 04 Ago

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Luquel: eleitores de Lula que votam em Raquel marcam presença na convenção do PSD
Movimento

"Luquel" ganha força em convenção do PSD e reforça apoio de lulistas a Raquel Lyra

Eleitores que votam no presidente Lula e na governadora ignoram aliança entre PSB e PT alegando que o voto é uma escolha livre e individual.

Tenente-brigadeiro Carlos Baptista Junior.
Relato

Ex-comandante da FAB revela em livro bastidores da crise que levou ao 8/1: 'Eu Disse Não!'

Na obra, Baptista Junior narra em primeira pessoa como formou a "trincheira antigolpista" e resistiu às pressões para que os militares aderissem a uma ruptura institucional.

Uber
Eleições 2026

TSE decide que carros de aplicativo não podem exibir adesivos de propaganda eleitoral

Corte manteve multa de R$ 2 mil aplicada a um candidato a vereador de Caruaru e entendeu que veículos usados em aplicativos são bens de uso comum.

mais notícias

+

Newsletter