As acusações de apologia ao nazismo começaram após a eterna Rainha dos Baixinhos comentar em uma publicação que citava a parlamentar e explicava a relação entre o adorno e grupos neonazistas.
Acusada de fazer apologia ao nazismo, Júlia Zanatta relembra fotos de Xuxa com coroa de flores Foto: Reprodução
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) pronunciou-se publicamente acerca das acusações que a vinculam à apologia ao nazismo pelo uso frequente de uma tiara de flores, adorno associado a símbolos utilizados por grupos da Alemanha nazista.
Em sua defesa, a parlamentar rebateu as alegações afirmando que o acessório resgata sua própria herança cultural, visto que é descendente de imigrantes alemães.
Além disso, Zanatta buscou desmitificar a polêmica ao relembrar que a tiara de flores é um adorno popular na cultura pop e já foi amplamente utilizado por diversas personalidades públicas, incluindo a apresentadora e cantora Xuxa Meneghel.
"Xuxa acha que a minha tiara é nazist@. Ela só esqueceu de apagar as várias fotos em que aparece usando a mesma tiara e o vídeo em que fala sobre as dificuldades da sua “branquitude”, como diz a militância que ela tanto aplaude"
As acusações de apologia ao nazismo começaram após a eterna Rainha dos Baixinhos comentar em uma publicação feita com o intuito de esclarecer a relação entre o uso de coroas de flores e grupos nazistas.
O post também citava a deputada Zanatta, que adotou o adorno como parte de sua identidade visual. Na postagem, Xuxa escreveu: 'Parabéns pela coragem e também por passar informação para a gente'.
A associação entre coroas de flores e o nazismo remonta ao movimento völkisch e à exaltação do folclore germânico no Terceiro Reich.
O regime nazista promovia a estética da mulher ariana associada à terra, à pureza racial e à fertilidade, incentivando o uso de tranças e tiaras florais pela Liga das Moças Alemãs (Bund Deutscher Mädel).
Atualmente, grupos extremistas e neonazistas frequentemente resgatam esses símbolos folclóricos e estéticas tradicionalistas para sinalizar sua ideologia de forma velada, em uma estratégia conhecida como "dog whistle" (apito de cachorro).
Assim, embora a coroa de flores seja um adorno popular, seu emprego político ostensivo pode ser associado ao resgate desse antigo ideal ariano e supremacista.
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