Janja e Silas Malafaia Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil e Renato Araújo/Câmara dos Deputados
A primeira-dama Janja Lula da Silva subiu o tom na segunda-feira, 8 de junho, ao rebater declarações do pastor Silas Malafaia sobre suas agendas com o eleitorado religioso.
Durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, na capital federal, ela contestou as críticas feitas pelo líder evangélico no ano passado, defendendo a relevância do diálogo com as mulheres cristãs, independentemente do tamanho ou da liderança dos grupos.
Em agosto de 2025, Malafaia havia minimizado as reuniões da primeira-dama, afirmando que os encontros não contavam com figuras de expressão do meio protestante.
Janja respondeu de forma contundente, rejeitando o título de pastor ao rival e classificando-o como "insignificante", enquanto ressaltou que ouve todas as mulheres com o mesmo respeito, sem distinção de importância.
"Não chamo ele (Malafaia) de pastor. Ele teve a cara de pau de ir à rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele. Porque toda mulher para mim é importante. Não importa se fiz uma reunião com duas, três, duzentas ou mil. O importante é que conversei. Ouvi elas."
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A discussão ocorre em meio a uma ofensiva do partido para diminuir a rejeição histórica nesse segmento. Desde 2025, Janja vem intensificando pontes por meio de cultos e podcasts específicos.
O Partido dos Trabalhadores apresentou publicamente uma carta aberta direcionada à comunidade evangélica durante um encontro de seu núcleo religioso na capital federal.
O objetivo do documento é estabelecer um canal de interlocução com fiéis e lideranças desse segmento, de olho na construção de alianças políticas para o cenário eleitoral de 2026.
A proposta do manifesto foca em temas socioeconômicos e de proteção social, áreas em que a sigla identifica pontos de convergência com os valores da comunidade cristã.
O texto foca na defesa de garantias para a população vulnerável, no combate à violência doméstica e na preservação das instituições.
Paralelamente, a sigla deixou de fora assuntos ligados a costumes e direitos civis de minorias, evitando temas que geram atrito com a visão tradicional das igrejas.
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O levantamento considera uma simulação de rejeição múltipla, na qual os entrevistados podem indicar mais de um candidato em quem não votariam de jeito nenhum.
Na avaliação do desempenho do presidente, 15% consideram o trabalho de Lula ótimo e 12%, bom. Outros 33% classificam como regular, enquanto 16% avaliam como ruim e 23%, péssimo.
Outros 9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não souberam ou não responderam.
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