Lulinha e o Careca do INSS. Foto: Divulgação
O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou na quarta-feira, 8 de julho, que a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) envolvendo o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, enfrenta dificuldades para avançar devido à falta de servidores dedicados ao caso. Segundo o parlamentar, a informação foi apresentada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do processo.
As declarações foram publicadas por Carlos Viana nas redes sociais. De acordo com o senador, a estrutura atual da investigação não seria suficiente para analisar todo o material reunido durante o inquérito antes das eleições previstas para outubro.
Segundo o parlamentar, a equipe encarregada da apuração conta atualmente com cerca de dez servidores. Para ele, esse efetivo não atende à demanda da investigação, que envolve um grande volume de documentos e provas.
Ainda conforme a publicação, o senador afirmou que seriam necessários pelo menos quatro vezes mais policiais para acelerar a análise do material já reunido. Na avaliação apresentada por ele, mantendo o ritmo atual dos trabalhos, somente a avaliação das provas poderia levar cerca de seis meses.
"A Polícia Federal informou ao relator do caso que a investigação sobre o Careca do INSS e o filho do presidente não deve avançar antes das eleições. O motivo alegado: falta de gente. São cerca de dez servidores num inquérito que apura o desvio de bilhões contra aposentados e pensionistas. Segundo apuração, seriam necessários pelo menos quatro vezes mais policiais. No ritmo atual, só a análise do material levaria seis meses", destacou Carlos Viana.
Carlos Viana relacionou essa situação à investigação que apura supostos desvios de recursos destinados a aposentados e pensionistas. O senador afirmou que a limitação da equipe compromete o andamento das diligências e impede maior rapidez na conclusão das etapas do inquérito.
Na mesma publicação, o parlamentar também comentou mudanças ocorridas durante a condução da investigação. Segundo ele, delegados que estavam cedidos para atuar no caso foram recolhidos, e a coordenação da apuração passou por alterações após um delegado solicitar a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís da Silva.
"O mesmo governo que diz não interferir em nada mandou recolher os delegados cedidos, e trocou a coordenação do caso justamente depois que um delegado pediu a quebra de sigilo bancário do filho do presidente. Não faltam policiais no Brasil. Falta vontade de deixar a Polícia Federal trabalhar. Investigação que engasga sempre no mesmo sobrenome não é investigação lenta. É investigação sufocada. Os aposentados esperaram uma vida inteira pelo benefício. Não vão esperar mais quatro anos pela justiça", concluiu.
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