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Governos de Lula marcaram o maior aumento de evangélicos no Brasil

A Igreja Assembleia de Deus foi a que mais cresceu no período, passando de 8 milhões para 12 milhões de fiéis em dez anos.

Fernanda Diniz

21 de agosto de 2025 às 17:20   - Atualizado às 17:53

Lula em encontro com evangélicos em SP.

Lula em encontro com evangélicos em SP. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Entre os anos de 2000 e 2010, o Brasil testemunhou um expressivo crescimento da população evangélica. Em 2000, os evangélicos representavam 15,4% da população, totalizando 26,2 milhões de pessoas.

Já em 2010, esse número saltou para 42,3 milhões, correspondendo a 22,2% da população brasileira. Esse fenômeno ficou conhecido como o “boom evangélico”, especialmente intenso entre o final da década de 1990 e os primeiros anos dos anos 2000.

A Igreja Assembleia de Deus foi a que mais cresceu no período, passando de 8 milhões para 12 milhões de fiéis em dez anos. Em 2010, os evangélicos estavam distribuídos da seguinte forma: 60% pertenciam a igrejas pentecostais, 18,5% a igrejas de missão e 21,8% não se enquadravam em nenhuma denominação específica.

Enquanto isso, a proporção de católicos na população brasileira apresentou queda. Em 2000, 73,6% dos brasileiros se declaravam católicos, número que caiu para 64,6% em 2010.

Vale observar que esse crescimento evangélico ocorreu durante os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2010).

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O Censo Demográfico de 2020, que poderia atualizar esses dados, não foi realizado no ano previsto, e sua coleta ainda estava em andamento no momento da reportagem, com previsão de término até dezembro, embora o ano exato não tenha sido especificado.

Malafaia já esteve com Lula 

Apesar do confronto aberto entre o pastor Silas Malafaia e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos anos, os dois já estiveram do mesmo lado no passado. Nas eleições de 2002, quando Lula venceu pela primeira vez a disputa presidencial, Malafaia apoiou o petista e teve papel importante na sua aproximação com o eleitorado evangélico, especialmente em momentos decisivos da campanha.

Com forte influência entre lideranças religiosas e fiéis, o pastor contribuiu para que Lula transitasse por um segmento historicamente mais conservador, abrindo espaço para diálogo com pastores e comunidades evangélicas que, à época, ainda viam o PT com desconfiança. A aliança se manteve, e em 2006, quando Lula foi reeleito, Malafaia voltou a apoiar sua candidatura.

O apoio do pastor foi considerado estratégico para ampliar a base de Lula e construir pontes com o público religioso, ajudando a consolidar parte do voto evangélico em favor do petista.

Atualmente, no entanto, o cenário é completamente diferente. Malafaia se tornou um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos críticos mais contundentes do atual governo. O pastor tem protagonizado manifestações públicas e articulado ações em defesa de Bolsonaro, posicionando-se como uma das vozes mais influentes do bolsonarismo entre os evangélicos.

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