Lula em encontro com evangélicos em SP. Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Entre os anos de 2000 e 2010, o Brasil testemunhou um expressivo crescimento da população evangélica. Em 2000, os evangélicos representavam 15,4% da população, totalizando 26,2 milhões de pessoas.
Já em 2010, esse número saltou para 42,3 milhões, correspondendo a 22,2% da população brasileira. Esse fenômeno ficou conhecido como o “boom evangélico”, especialmente intenso entre o final da década de 1990 e os primeiros anos dos anos 2000.
A Igreja Assembleia de Deus foi a que mais cresceu no período, passando de 8 milhões para 12 milhões de fiéis em dez anos. Em 2010, os evangélicos estavam distribuídos da seguinte forma: 60% pertenciam a igrejas pentecostais, 18,5% a igrejas de missão e 21,8% não se enquadravam em nenhuma denominação específica.
Enquanto isso, a proporção de católicos na população brasileira apresentou queda. Em 2000, 73,6% dos brasileiros se declaravam católicos, número que caiu para 64,6% em 2010.
Vale observar que esse crescimento evangélico ocorreu durante os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2010).
O Censo Demográfico de 2020, que poderia atualizar esses dados, não foi realizado no ano previsto, e sua coleta ainda estava em andamento no momento da reportagem, com previsão de término até dezembro, embora o ano exato não tenha sido especificado.
Apesar do confronto aberto entre o pastor Silas Malafaia e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos anos, os dois já estiveram do mesmo lado no passado. Nas eleições de 2002, quando Lula venceu pela primeira vez a disputa presidencial, Malafaia apoiou o petista e teve papel importante na sua aproximação com o eleitorado evangélico, especialmente em momentos decisivos da campanha.
Com forte influência entre lideranças religiosas e fiéis, o pastor contribuiu para que Lula transitasse por um segmento historicamente mais conservador, abrindo espaço para diálogo com pastores e comunidades evangélicas que, à época, ainda viam o PT com desconfiança. A aliança se manteve, e em 2006, quando Lula foi reeleito, Malafaia voltou a apoiar sua candidatura.
O apoio do pastor foi considerado estratégico para ampliar a base de Lula e construir pontes com o público religioso, ajudando a consolidar parte do voto evangélico em favor do petista.
Atualmente, no entanto, o cenário é completamente diferente. Malafaia se tornou um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos críticos mais contundentes do atual governo. O pastor tem protagonizado manifestações públicas e articulado ações em defesa de Bolsonaro, posicionando-se como uma das vozes mais influentes do bolsonarismo entre os evangélicos.
2
3
4
17:40, 15 Abr
30
°c
Fonte: OpenWeather
Para tomar posse, o Pernambucano precisa passar por uma sabatina na CCJ e ser aprovado em votação na comissão e no plenário da Casa
As obras serão realizadas em parceria com a União, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as unidades habitacionais.
Petista passa por um momento de pico de sua rejeição nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.
mais notícias
+