Lula e Malafaia. Foto: Reprodução
Apesar do confronto aberto entre o pastor Silas Malafaia e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos anos, os dois já estiveram do mesmo lado no passado. Nas eleições de 2002, quando Lula venceu pela primeira vez a disputa presidencial, Malafaia apoiou o petista e teve papel importante na sua aproximação com o eleitorado evangélico, especialmente em momentos decisivos da campanha.
Com forte influência entre lideranças religiosas e fiéis, o pastor contribuiu para que Lula transitasse por um segmento historicamente mais conservador, abrindo espaço para diálogo com pastores e comunidades evangélicas que, à época, ainda viam o PT com desconfiança. A aliança se manteve, e em 2006, quando Lula foi reeleito, Malafaia voltou a apoiar sua candidatura.
O apoio do pastor foi considerado estratégico para ampliar a base de Lula e construir pontes com o público religioso, ajudando a consolidar parte do voto evangélico em favor do petista.
Atualmente, no entanto, o cenário é completamente diferente. Malafaia se tornou um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos críticos mais contundentes do atual governo. O pastor tem protagonizado manifestações públicas e articulado ações em defesa de Bolsonaro, posicionando-se como uma das vozes mais influentes do bolsonarismo entre os evangélicos.
A Polícia Federal (PF) cumpriu, na noite da quarta-feira, 20 de agosto, um mandado de busca pessoal e de apreensão de celulares contra o pastor Silas Malafaia no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da PET nº 14129, que investiga tentativa de obstrução de Justiça ligada à trama golpista de 2022.
Além da apreensão dos aparelhos, Malafaia foi alvo de medidas cautelares diversas da prisão, entre elas a proibição de deixar o país e a proibição de manter contato com outros investigados.
O pastor foi abordado por agentes federais ao desembarcar de um voo vindo de Lisboa. Ele foi conduzido para as dependências do aeroporto, onde prestou depoimento à PF.
As medidas foram solicitadas pela Polícia Federal e receberam parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), em manifestação assinada no último dia 15.
No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a PF reuniu diálogos e publicações nas quais Malafaia “aparece como orientador e auxiliar das ações de coação e obstrução promovidas pelos investigados Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro”.
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