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Governo Lula: Promessa de picanha e cerveja perde força e 67% dos brasileiros já não acreditam mais

Promessa de campanha ligada ao poder de compra perde força entre a população em meio à alta nos preços dos alimentos.

Portal de Prefeitura

30 de junho de 2025 às 12:45   - Atualizado às 13:46

Lula, picanha e cerveja

Lula, picanha e cerveja Foto Montagem/Portal de Prefeitura

A promessa de campanha que marcou o discurso eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — de que o povo voltaria a comer picanha e cerveja — está cada vez mais desacreditada entre os brasileiros. Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado em junho de 2025, 67,1% dos entrevistados afirmam não acreditar que conseguirão comprar com facilidade picanha e cerveja até o fim do atual mandato presidencial.

A pesquisa ouviu 2.020 pessoas em todas as regiões do país, entre os dias 18 e 22 de junho. A ideia de associar o bem-estar econômico à capacidade de consumo de picanha e cerveja ganhou força durante a campanha de 2022, quando Lula utilizou o símbolo para prometer um país com mais poder aquisitivo, menos fome e maior dignidade popular. Hoje, no entanto, esse símbolo tem se voltado contra o governo, em meio à percepção de que o custo de vida segue alto e os alimentos, cada vez mais caros.

Ainda de acordo com o levantamento, a descrença é mais acentuada entre os homens (71,5%) do que entre as mulheres (63,1%). Em termos regionais, o Sul lidera o ceticismo, com 74,6% da população desacreditando na promessa, seguido pelo Sudeste (69,2%) e Norte/Centro-Oeste (66,8%). No Nordeste, região tradicionalmente mais alinhada ao governo, 59,9% também não creem na realização da promessa de picanha e cerveja.

Além disso, o mesmo estudo revelou que mais de 73% dos entrevistados notaram aumento nos preços dos alimentos e produtos nos supermercados desde o início do atual governo. A percepção popular é clara: picanha e cerveja se tornaram produtos de luxo para muitas famílias, longe de representar a normalidade que o slogan sugeria.

Para analistas políticos e economistas, a queda na confiança popular sobre promessas simbólicas como essa está ligada diretamente ao impacto da inflação nos alimentos e à dificuldade do governo em garantir recuperação do poder de compra. Embora a economia mostre sinais pontuais de crescimento, esse avanço ainda não se traduz em alívio direto no bolso da população.

O presidente ainda conta com boa aprovação entre parte do eleitorado, mas o desgaste simbólico da picanha e cerveja mostra que o imaginário popular está atento — e cada vez mais exigente quanto às promessas de campanha. O desafio agora é entregar resultados concretos que façam com que esse símbolo volte a ser uma realidade possível para os brasileiros.

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