Pesquisa aponta que 71% dos brasileiros acham que preços de supermercado subiram no governo Lula. Foto¹: Agência Brasil. / Foto²: Divulgação
De acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 30 de junho, pelo Instituto Paraná Pesquisas, 71,4% da população afirmam que os valores cobrados nos supermercados aumentaram desde janeiro de 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou seu terceiro mandato.
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 22 de junho, com 2.020 entrevistas presenciais em todos os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal. O estudo apresenta margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Entre os entrevistados, 17,2% disseram acreditar que os preços se mantiveram no mesmo patamar desde o começo do atual governo. Já 9,4% afirmaram que os produtos ficaram mais baratos. Uma pequena parcela, de 2,1%, não soube responder ou preferiu não opinar sobre o tema.
A percepção de aumento nos supermercados aparece em um momento em que o governo Lula tenta reforçar sua atuação na área econômica.
Programas como o Desenrola Brasil, a nova política de preços da Petrobras e a retomada de investimentos públicos em infraestrutura têm sido usados como vitrine pela gestão petista. No entanto, a alta dos alimentos continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelo Palácio do Planalto junto ao eleitorado.
Embora o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, tenha registrado variações controladas em alguns meses, itens como arroz, feijão, carnes, frutas e laticínios continuam a pesar no orçamento das famílias brasileiras. A situação se torna ainda mais crítica para quem vive com renda fixa ou abaixo do salário mínimo.
Segundo dados de outras pesquisas recentes, como a da Fundação Getulio Vargas (FGV), a inflação percebida pelas famílias mais pobres costuma ser maior que a média nacional, o que ajuda a explicar por que a maioria da população tem a sensação de que os preços continuam subindo, mesmo quando os índices oficiais apontam estabilidade ou desaceleração.
Além disso, a inflação dos alimentos tem um impacto emocional direto na vida do brasileiro.
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A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.
Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.
Em 26 de julho, Lula tinha 45%, ante 37% de Flávio. No levantamento que antecedeu o empate numérico da semana passada o presidente aparecia com 42%, contra 41% do senador.
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