Lula e Bolsonaro durante debate da Globo. Foto: Reprodução/TV Globo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) respondeu neste sábado, 28 de junho, o presidente Lula (PT) após ser acusado de "vagabundagem" por receber cerca de R$ 17 milhões em doações via Pix de apoiadores.
Em publicação nas redes sociais, o ex-chefe do Executivo provocou o petista:
"Ladrão, é você?".
Durante evento no Tocantins na sexta (27), Lula disse que Bolsonaro, "para tentar ganhar as eleições", gastou "R$ 300 bilhões nesse País, para ver se ganhava".
Lula também fez gestos aos agricultores, outro setor em que enfrenta muitas dificuldades. Disse que o governo vai garantir crédito ao agro, independente do apoio de produtores rurais a Jair Bolsonaro.
Afirmou, ainda, que fará "o terceiro maior Plano Safra da História", dizendo que primeiro bateu recorde em 2023, depois em 2025 e indicando que novamente baterá o recorde em 2025.
"Não vou perguntar para quem o fazendeiro votou. Não me interessa. Não quero saber se ele é um fazendeiro que faz Pix para ajudar o Bolsonaro na vagabundagem dele. O que quero saber é se ele está produzindo para o País. Se ele estiver ajudando o País, vai ter crédito. Nós devemos muito à agricultura brasileira", pontuou.
Durante evento do Partido Liberal (PL) em Belo Horizonte (MG), na última quinta-feira, 26, Jair Bolsonaro agradeceu pelos R$ 17 milhões em doações que recebeu via Pix de seus apoiadores, em 2023.
"Se não fosse isso, não teria como ter uma boa defesa em meus processos", disse o ex-presidente.
A campanha de doações lançada por seus apoiadores tinha o objetivo de pagar as multas e as custas processuais da ação penal no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.
Dos R$ 17 milhões recebidos, Bolsonaro declarou que enviou cerca de R$ 2 milhões para seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que está desde o início do ano vivendo nos Estados Unidos, sob o discurso de que busca asilo político enquanto articula sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
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A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.
Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.
Em 26 de julho, Lula tinha 45%, ante 37% de Flávio. No levantamento que antecedeu o empate numérico da semana passada o presidente aparecia com 42%, contra 41% do senador.
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