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Reitor da UFPE repudia corte de quase R$ 500 milhões feito por governo Lula: "Inaceitável"

Alfredo Macedo Gomes, reitor da UFPE, classificou o corte como incompatível com o conjunto de atividades desenvolvidas pela instituição em Pernambuco e no país.

Gabriel Alves

02 de janeiro de 2026 às 12:30   - Atualizado às 12:32

Lula em entrega de título Doutor Honoris Causa e reitor da UFPE.

Lula em entrega de título Doutor Honoris Causa e reitor da UFPE. Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Os reitores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Alfredo Macedo Gomes e Maria José de Sena, aderiram a uma nota conjunta assinada por dirigentes de universidades do Nordeste, divulgada na última terça-feira, 30 de dezembro, em repúdio ao corte de quase R$ 500 milhões no orçamento das instituições federais de ensino superior previsto para 2026. (veja vídeo abaixo)

A redução está incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual aprovado pelo Congresso Nacional. Conforme a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o bloqueio representa uma diminuição de 7,05% nos recursos destinados a despesas não obrigatórias, que englobam gastos com energia elétrica, água, bolsas acadêmicas, manutenção e aquisição de equipamentos.

De acordo com o reitor da UFPE, a universidade deve perder cerca de R$ 14 milhões em recursos no próximo ano. Alfredo Macedo Gomes classificou o corte como incompatível com o conjunto de atividades desenvolvidas pela instituição em Pernambuco e no país. Em publicação nas redes sociais, ele defendeu a necessidade de mobilização ampla em defesa da recomposição imediata do orçamento.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Na proposta inicial da Lei Orçamentária Anual, o Governo Federal previa a destinação de R$ 6,89 bilhões para as 69 universidades federais, montante que já era considerado insuficiente pelos reitores. Com a aprovação do texto final pelo Congresso, o valor foi reduzido para R$ 6,43 bilhões, aprofundando as preocupações das instituições quanto à manutenção de suas atividades em 2026.

Veja nota dos reitores

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Em nota recente, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) alertou toda a sociedade brasileira para sua profunda preocupação com os cortes promovidos pelo Congresso Nacional no orçamento das Universidades Federais durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. Em especial, a manifestação destacou a grave situação do orçamento destinado à Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), cujo nível de financiamento compromete diretamente a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica nas instituições federais de ensino superior.

As universidades federais constituem instrumentos estratégicos para o enfrentamento das desigualdades sociais e das assimetrias regionais, bem como para a promoção da inclusão social. Nas últimas décadas, essas instituições passaram por um intenso processo de expansão e interiorização, ampliando de forma significativa o acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade.

No Nordeste, essa política pública teve papel decisivo na democratização do acesso à universidade e na indução de um desenvolvimento regional consistente e sustentável, alicerçado na educação, na ciência, na tecnologia e na inovação, contribuindo para o reposicionamento da região no cenário nacional. Destaca-se, ainda, a relevante atuação das universidades na promoção da cultura e na oferta de serviços e ações de saúde de qualidade à população.

Diante desse contexto, somado ao fato de que a proposta orçamentária para 2026 enviada ao Congresso Nacional pelo Governo Federal já se mostrava insuficiente para fazer frente às necessidades de nossas comunidades acadêmicas, nós, reitoras e reitores das Universidades Federais do Nordeste, plenamente conscientes do papel estratégico de nossas instituições para o desenvolvimento social, econômico e humano da região, reforçamos a urgente necessidade de recomposição e suplementação do orçamento das universidades federais.

Reafirmamos, ainda, nosso compromisso permanente com a defesa de um financiamento adequado e sustentável da educação superior pública, gratuita e de qualidade, condição indispensável para a garantia do direito à educação e para o futuro do país.

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