Lula e Camilo Santana. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O jornal Folha de S. Paulo, publicou um editoral neste sábado, 29 de março, criticando a recente decisão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de não divulgar os dados da alfabetização da última edição do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aplicada em 2023.
"Um governo que não publica dados produzidos por seus órgãos de pesquisa não só infringe o princípio da transparência, que deve reger a administração pública, como cria desconfiança na sociedade, que passa a cogitar motivação política para tal omissão", diz o primeiro parágrafo do editorial da Folha.
Um ofício assinado pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos Educacionais (Inep), Manuel Palácios, determina que apenas os microdados das avaliações de Língua Portuguesa e Matemática do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio sejam publicados.
Com isso, os resultados de alfabetização, que avaliam alunos do 2º ano do Ensino Fundamental, não serão divulgados. A justificativa oficial para a decisão é a necessidade de “qualificar a análise dos dados e permitir melhores compreensões”.
No entanto, servidores do Inep apontam que a principal razão seria a discrepância entre os números do Saeb e os de outra avaliação criada pelo governo. Técnicos do instituto afirmam ainda que a presidência do órgão busca desacreditar as amostragens para vetar os dados do 2º ano, apesar de não haver notas técnicas internas que questionem a metodologia do exame.
Outro ponto de preocupação é a indefinição sobre o futuro do Ideb. A edição de 2023 foi divulgada sem metas, que deveriam ter sido reformuladas após 2021, mas o governo ainda não concluiu esse processo. Com isso, a edição deste ano também deve ocorrer sem metas para 2025, o que, segundo especialistas, compromete a capacidade das redes de ensino de estabelecer diretrizes claras para melhorias na educação básica.
O Saeb é considerado a avaliação educacional de maior credibilidade técnica no país. O exame é realizado desde 1990 e serve como base para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A aplicação da prova em 2023 custou R$ 121,7 milhões aos cofres públicos.
"O governo Lula faria melhor se parasse de brigar com os números e começasse a atuar na prática para modificá-los", finaliza a Folha.
Da redação do Portal com informações da Folha de S. Paulo.
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