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Lula indica ex-ministro Guido Mantega, preso na Lava Jato, para Conselho Fiscal da Eletrobras

A medida ocorre após a tentativa frustrada do presidente de nomeá-lo para a presidência da Vale no início de 2024, quando sofreu com grande resistência dos acionistas da mineradora.

Ricardo Lélis

28 de março de 2025 às 20:18   - Atualizado às 20:18

Lula e Guido Mantega.

Lula e Guido Mantega. Foto: Antonio Cruz/ Ag. Brasil/ Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou na quinta-feira, 27 de março, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Conselho Fiscal da Eletrobras.

Além disso, o governo também nomeou três novos membros para o Conselho de Administração, todos contrários à privatização da companhia: Silas Rondeau, Maurício Tomalsquim e Nelson Hubner.

O Conselho Fiscal, para o qual Mantega foi indicado, é um órgão independente responsável pela fiscalização da empresa, enquanto o Conselho de Administração define a estratégia da Eletrobras. 

Os quatro nomes escolhidos pelo governo já ocuparam cargos em gestões petistas, seja como ministros de Minas e Energia ou na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Atualmente, Maurício Tomalsquim é diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras.

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A indicação de Mantega ocorre após a tentativa frustrada de Lula de nomeá-lo para a presidência da Vale no início de 2024.

Na época, a resistência dos acionistas da mineradora foi grande, com investidores ameaçando rever investimentos no Brasil caso o ex-ministro assumisse o comando da companhia, o que foi interpretado como uma intervenção estatal em uma empresa privada.

Diante da pressão, Lula desistiu da nomeação e agora encaminha Mantega para o Conselho Fiscal da Eletrobras.

Mantega foi preso temporariamente em 2016 durante a Operação Lava Jato, em uma ação que gerou críticas por ter ocorrido enquanto ele acompanhava a esposa em uma cirurgia contra o câncer.

A prisão foi posteriormente revogada pelo então juiz Sergio Moro, e o ex-ministro acabou sendo absolvido das acusações.

Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a inabilitá-lo para ocupar cargos públicos devido ao seu envolvimento nas chamadas "pedaladas fiscais", que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). No entanto, essa restrição foi anulada em 2023, permitindo sua atual indicação.

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