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Flávio Dino diz que golpe de 1964 teve menos provas do que a tentativa atualmente julgada no STF

Segundo Dino, com relação ao golpe de 1964, as provas só "emergiram" com a abertura dos arquivos do governo dos Estados Unidos.

Fernanda Diniz

11 de setembro de 2025 às 18:20   - Atualizado às 18:25

Flávio Dino.

Flávio Dino. Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quinta, 11, que o golpe de 1964 tinha "menos prova documental" do que a tentativa de golpe supostamente lançada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados em 2022. (Veja vídeo abaixo)

"Só faltou lavrar a ata", apontou.

Veja vídeo:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Segundo Dino, com relação ao golpe de 1964, as provas só "emergiram" com a abertura dos arquivos do governo dos Estados Unidos.

"Nesse caso, o standart probatório não é só testemunhal como documental", declarou.

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O aparte ocorreu em uma dobradinha com a ministra Cármen Lúcia, que votou pela condenação do núcleo crucial do golpe, formando maioria pela condenação do ex-presidente e de sete de seus aliados.

A ministra analisou a conduta de cada um dos réus. Apontou, por exemplo, que o delator Mauro Cid atuou, não como mero espectador, mas colaborando com atos criminoso.

A ministra destacava que a acusação contra o núcleo crucial da trama golpista supostamente gestada no governo Jair Bolsonaro é reforçada com provas, manuscritos e planilhas, considerando que os crimes de golpe de Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito estão comprovados nos autos.

Segundo a ministra, a organização criminosa documentou "quase todas as fases da empreitada".

"Querem demonstrar que deu o golpe, fazem maquete do projeto e fotografam", indicou.

Estadão Conteúdo 

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