Lula e Flávio Bolsonaro. (Fotos: Ricardo Stuckert / PR e Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rebateu a fala do presidente Lula sobre a decisão do governo dos Estados Unidos em classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como facções terroristas. O parlamentar condenou a declaração e defendeu "a soberania do povo brasileiro".
"A soberania que a gente defende é a soberania do povo brasileiro. É a soberania das pessoas, das 50 milhões de pessoas que vivem sob o domínio desses narco-terroristas, um governo paralelo impondo violência, covardia, medo. O povo brasileiro não aguenta mais viver com medo por causa desse tipo de gente e você escolhe defender esses marginais, ao invés de defender as vítimas deles, Lula. Lula, o tempo dele está acabando e o seu também".
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 28 de maio, que irá classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A medida foi divulgada pelo Departamento de Estado americano e passa a valer a partir de 5 de junho.
Segundo o comunicado, os grupos serão enquadrados como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e também como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).
As autoridades americanas afirmaram que o CV e o PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e declararam que as facções “comandam milhares de integrantes”, sendo responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
Ainda de acordo com o governo dos EUA, a atuação dos grupos criminosos ultrapassa o território brasileiro e alcança outros países da América Latina e também os Estados Unidos.
“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo as fontes de financiamento de narcoterroristas violentos”, afirmou o Departamento de Estado.
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