O encontro ocorreu com Christopher Landau, secretário de Estado adjunto e número dois da diplomacia americana, e com Darren Beattie, consultor sênior de Políticas para o Brasil
Flávio Bolsonaro e Donald Trump em encontro nos EUA Foto: Divulgação
Depois de se reunir com o presidente americano Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente pela oposição, foi recebido nesta quarta-feira, 27 de maio, no Departamento de Estado dos Estados Unidos. O ponto principal da reunião discutiu a classificação de facções brasileiras como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
A informação foi divulgada pelo comunicador Paulo Figueiredo, aliado de Flávio, logo após o encontro na sede da diplomacia americana. Além de Paulo, também participou da visita o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Segundo Figueiredo, "a conversa abordou oportunidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos diante de uma eventual eleição do senador, além da urgência da designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras".
Flávio Bolsonaro e a base bolsonarista no Congresso Nacional defendem a classificação das facções, algo rejeitado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Na véspera, o senador relatou ter dito a Trump que apoiará a medida se for eleito e que também vai levar o Brasil a aderiar à coalização política e militar Escudo das Américas, lançada em março pelo republicano com apoio de 17 países para promovera ações militares no combate ao narcotráfico.
A reunião ocorreu com Christopher Landau, secretário de Estado adjunto e número dois da diplomacia americana, e com Darren Beattie, consultor sênior de Políticas para o Brasil na diplomacia. Eles não foram recebidos por Marco Rubio - o secretário de Estado acaba de voltar de viagem e participou de reuniões com o presidente Trump.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira, 26 de maio, que o Brasil não precisa de outro integrante da família Bolsonaro trabalhando contra o país nos Estados Unidos ao ser perguntado pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) se um possível encontro do senador e pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o presidente norte-americano, Donald Trump, atrapalharia as negociações e relações entre Brasil e EUA.
Ele conversou com jornalistas depois de visitar uma concessionária de carros elétricos na capital federal para conhecer o modelo de carro que entraria no novo programa de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas.
''Em relação à visita do pré-candidato nos Estados Unidos, vou explicar. Nós já tínhamos um da família trabalhando contra o Brasil. Não precisamos ter dois trabalhando contra", afirmou.
O senador do Partido Liberal embarcou para os Estados Unidos no domingo, 24 de maio, com o objetivo de se encontrar com o presidente Trump. Ele informou ao Senado que ficaria fora do Brasil até esta quinta-feira, 28 de maio.
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