O senador afirmou que o Brasil não está em posição de enfrentar diretamente os interesses americanos e precisa agir com cautela para evitar maiores prejuízos.
Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 10 de julho, durante entrevista à CNN Brasil, que o Governo Lula deve ceder à pressão imposta pelos Estados Unidos após a decisão do presidente Donald Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras.
Segundo Flávio, o Brasil não está em posição de enfrentar diretamente os interesses americanos e precisa agir com cautela para evitar maiores prejuízos.
“Não estamos em condições normais de exigir nada. Ele [Trump] vai fazer o que ele quiser, independente da nossa vontade. Cabe a nós termos a responsabilidade de evitar que caiam duas bombas atômicas no Brasil, para depois anunciar que vamos fazer anistia”, declarou o senador, ao participar do programa CNN Arena.
A fala de Flávio faz referência direta à reação anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que decidiu adotar a chamada “Lei da Reciprocidade” e devolver na mesma medida a taxação sobre produtos norte-americanos.
Durante a entrevista, Flávio também abordou o tema da anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023. Para ele, não há alternativa viável a não ser aceitar a proposta, já que muitos manifestantes, segundo o senador, “estão pagando por decisões políticas”.
“Não há escolha além de aceitar a anistia”, afirmou.
Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do país e disse que é falsa a alegação do presidente norte americano Donald Trump de que a taxação seria aplicada em razão de déficit na balança comercial com o Brasil.
A lei brasileira sancionada em abril estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.
“Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica. A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo”, afirmou o presidente
O lei autoriza o Poder Executivo, em coordenação com o setor privado, “a adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços ou medidas de suspensão de concessões comerciais, de investimento e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual e medidas de suspensão de outras obrigações previstas em qualquer acordo comercial do país”.
O governo defende que é falsa a informação sobre o alegado déficit norte-americano. “As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos”.
Lula afirma ainda que o Brasil é um país soberano “com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”.
No documento encaminhado por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente estadunidense cita o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, para justificar o ataque ao país. Ele também citou ordens do STF emitidas contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos.
“O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”, rebateu Lula.
O presidente brasileiro abordou ainda as críticas de Trump às decisões do Supremo Tribunal Federal contra perfis em redes sociais que praticavam discurso de ódio e divulgavam fake news. O presidente afirmou que, “no contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática”.
“No Brasil, a liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira”, escreveu.
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