O governo brasileiro divulgou neste sábado, 28, uma nota em que condena o ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã e em que defende a negociação entre as parte.
Senador Flávio Bolsonaro. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como "inaceitável" o posicionamento divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que condenou e expressou "grave preocupação" com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado, 28.
"Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo", afirmou Flávio, que deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de outubro, em uma publicação no X
Ele afirmou que o Brasil não precisa se envolver em "conflitos regionais", nem assumir protagonismo em disputas nas quais não está envolvido.
Segundo o senador, o País também não deveria escolher o lado "moralmente errado" ao se posicionar sobre conflitos.
O posicionamento do governo, ele disse, legitima o regime iraniano, que financia e apoia organizações terroristas e "promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico."
"Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento", ele escreveu.
O senador ainda expressou solidariedade com Emirados Árabes Unidos, Bahrein e outros países que foram alvos de ataques iranianos em retaliação à ofensiva dos EUA e Israel.
O governo brasileiro divulgou neste sábado, 28, uma nota em que condena o ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã e em que defende a negociação entre as partes para evitar a escalada de hostilidades.
Na nota, o Itamaraty pede aos envolvidos que respeitem o direito internacional e "exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil".
O governo diz ainda que as embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos das ações e recomenda que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países em que estiverem.
A posição brasileira se alinha à de outros líderes mundiais, que manifestaram preocupação com o conflito. Os líderes da União Europeia, por exemplo, divulgaram uma declaração conjunta neste sábado pedindo moderação e o envolvimento da diplomacia regional, na esperança de "garantir a segurança nuclear".
Estadão Conteúdo
1
2
3
4
13:39, 05 Ago
27
°c
Fonte: OpenWeather
Parlamentares vão concorrer ao Senado, à Assembleia Legislativa ou deixarão a vida política nas eleições deste ano
O deputado federal foi anunciado nesta quarta-feira, 5 de agosto, como vice da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ele foi promotor de Justiça por 24 anos e procurador-geral de Justiça de Alagoas por duas vezes, de acordo com a biografia em seu site.
mais notícias
+