Alckmin, Lula e Moraes. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O general da reserva Mario Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Jair Bolsonaro (PL), assumiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que idealizou um plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes.
O militar revelou o conteúdo durante um interrogatório realizado nesta quinta-feira, 24 de julho, no âmbito da investigação que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Durante o depoimento, o general classificou o plano como um "pensamento pessoal" que ele resolveu escrever.
O ex-secretário também relatou que, em certo momento, chegou a digitar e imprimir o conteúdo, mas afirmou que nunca compartilhou o material com outras pessoas. Segundo ele, a proposta não passou de uma ideia que ficou no papel e não avançou.
O documento, que recebeu o nome de “Punhal Verde e Amarelo”, apareceu nos autos da investigação após ser encontrado pela Polícia Federal.
O texto trazia detalhes sobre a possibilidade de matar as três autoridades e associava isso a uma suposta necessidade de “retomar a ordem no país”.
Mesmo reconhecendo a autoria do texto, o general negou que tenha discutido o plano com qualquer aliado do governo anterior ou que tenha apresentado a proposta em reuniões.
Mario Fernandes é réu em um dos núcleos da operação que investiga a tentativa de golpe. A Procuradoria-Geral da República o acusa de integrar um grupo que teria atuado para impedir a posse de Lula e para manter Jair Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas urnas.
A Polícia Federal afirma que Fernandes participou da articulação de propostas golpistas dentro do governo e que exerceu influência em reuniões e documentos produzidos por militares e civis que não aceitavam o resultado das eleições de 2022.
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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