Ex presidente da França, Nicolas Sarkozy. Foto: Reprodução
O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy chegou a uma prisão em Paris nesta terça-feira, 21 de outubro, para começar a cumprir uma pena de 5 anos por conspiração criminosa para financiar sua campanha eleitoral de 2007 com fundos da Líbia.
Ele é o primeiro ex-líder da França moderna a ser preso. A caminho da prisão, Sarkozy disse que "um homem inocente está sendo preso".
Sarkozy contesta tanto a condenação quanto a decisão incomum de um juiz de mantê-lo preso enquanto aguarda recurso. Sua jornada do Palácio do Eliseu presidencial à notória prisão de La Santé, em Paris, cativou a França.
O julgamento ocorreu no final de setembro. O tribunal de Paris responsável pelo caso considerou que os ex-ministros Claude Guéant e Brice Hortefeux conspiraram para buscar financiamento da Líbia para a campanha de Sarkozy em 2007, mas que não era possível provar que o ex-presidente estava diretamente envolvido nessas ações ou que qualquer dinheiro líbio chegou a ser usado na disputa eleitoral, que terminou com a vitória do político conservador.
O juiz principal disse que Sarkozy permitiu que pessoas próximas a ele entrassem em contato com as autoridades líbias "para obter ou tentar obter apoio financeiro na Líbia com o propósito de garantir financiamento de campanha".
Os advogados de Sarkozy disseram que o ex-presidente será mantido em confinamento solitário, longe de todos os outros prisioneiros por razões de segurança.
O advogado de Sarkozy, Christophe Ingrain, disse na BFM TV que a prisão "fortalece sua determinação, fortalece sua raiva de provar que é inocente". Ingrain disse que Sarkozy está planejando escrever um livro sobre sua experiência na prisão.
Estadão Conteúdo
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A cerimônia realizada pelo tribunal garante aos casais a formalização gratuita da união, assegurando segurança jurídica e proteção à família.
A investigação foi aberta após denúncia do investidor Vladimir Timerman, apontado como o primeiro a relatar supostas operações fraudulentas envolvendo o Banco Master.
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