Ex nora, irmão e filho de Lula. Foto: Divulgação
Nos últimos meses, integrantes da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a ocupar espaço no mídia nacional por causa de investigações, denúncias e citações ligadas a possíveis casos de corrupção.
As situações envolvem a ex-nora do presidente, um de seus filhos e um de seus irmãos. Embora os episódios tenham origens diferentes e estejam em estágios distintos de apuração, todos acabaram associados a órgãos federais.
O caso mais avançado do ponto de vista investigativo envolve Carla Ariane Trindade, ex-nora de Lula. Ela foi alvo direto da Operação Coffee Break, deflagrada pela Polícia Federal no dia 12 de novembro. A corporação aponta que Carla, ao lado do empresário Kalil Bittar, teria atuado em um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos no âmbito do Ministério da Educação (MEC).
Segundo a investigação, os dois teriam trabalhado para liberar verbas federais em benefício da empresa Life Tecnologia Educacional. Prefeituras do interior de São Paulo contrataram a empresa para fornecer kits e livros escolares. A Polícia Federal afirma que parte desses contratos apresentou indícios de superfaturamento e que o esquema envolveu empresas de fachada usadas para desviar recursos públicos.
Outro episódio envolve José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão mais velho de Lula. Ele ocupa o cargo de vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). A entidade aparece entre as organizações investigadas por supostos descontos associativos feitos diretamente na folha de pagamento de aposentados sem autorização expressa.
Relatórios da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal apontaram que, entre 2020 e 2024, as receitas do sindicato cresceram mais de 500%, dado que chamou a atenção dos órgãos de controle. O Sindnapi figura entre os alvos da operação Sem Desconto, que apura desvios no INSS. Apesar disso, Frei Chico não consta na lista de investigados formais.
Mesmo fora do foco direto das investigações, o vínculo institucional levou o nome do irmão do presidente a circular com frequência nas redes sociais e na imprensa. Frei Chico ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo contra o que classifica como acusações falsas e ofensivas. Ele sustenta que não participou de qualquer irregularidade relacionada aos descontos investigados.
Já o terceiro caso envolve o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente com Marisa Letícia. O nome dele apareceu em depoimentos encaminhados à Polícia Federal e posteriormente enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, conforme revelado pelo site Poder360 e pelo portal Metrópoles.
A CPMI analisou informações que indicam uma relação de proximidade entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde 12 de setembro de 2025. O Careca do INSS aparece como figura central em um esquema de fraudes e desvios de recursos da Previdência Social.
Um dos depoimentos foi prestado por Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS. Ele afirmou às autoridades que o ex-patrão teria feito repasses financeiros a Lulinha. O relato menciona um pagamento de cerca de 25 milhões, sem especificar a moeda, além de transferências mensais estimadas em aproximadamente R$ 300 mil, descritas como uma “mesada”. Os investigadores ainda não detalharam o período em que esses repasses teriam ocorrido.
O mesmo depoimento aponta que Lulinha teria realizado viagens a Portugal acompanhado do Careca do INSS. As declarações seguem sob análise da Polícia Federal e da CPMI do INSS, que avaliam a consistência das informações e a necessidade de aprofundar as apurações.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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