Além disso, o projeto também bloqueia qualquer tipo de aporte financeiro ou apoio público para shows e eventos de artistas como o filho de Marcinho VP, líder do CV.
Rapper Oruam, filho de Marcinho VP, líder do Comando Vermelho. Foto: Reprodução
O ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro e atual deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), entrou na polêmica envolvendo o rapper Oruam.
O parlamentar busca impedir que o artista receba financiamento público para seus projetos musicais.
Para isso, Marcelo Álvaro protocolou um projeto de lei na Câmara. A proposta tem como objetivo proibir artistas que “promovam ou façam apologia” ao crime organizado de obter recursos da Lei Rouanet e da Lei Paulo Gustavo.
Além disso, o projeto também bloqueia qualquer tipo de aporte financeiro ou apoio público para shows e eventos de artistas como Oruam.
Oruam é filho de Marcinho VP, líder da facção criminosa Comando Vermelho. Em suas apresentações, o rapper faz referências ao grupo, o que gerou críticas.
Apesar de não citar Oruam diretamente no projeto, Marcelo Álvaro explica suas motivações. Segundo ele, a exaltação de “práticas criminosas em shows” contribui para “a normalização e romantização da criminalidade”.
“O presente projeto de Lei visa coibir o uso de recursos públicos para financiar atividades culturais ou artísticas que façam apologia ou promovam o crime organizado. A exaltação de práticas criminosas em shows, eventos ou obras artísticas não apenas contraria os princípios constitucionais da moralidade e do interesse público, mas também contribui para a normalização e romantização da criminalidade, com impactos negativos sobre a sociedade”, afirma o deputado.
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