Durante entrevista, Eduardo Tagliaferro alegou ter evidências que envolvem também a Procuradoria-Geral da República (PGR) e afirmou que, em Brasília, existe um "grande conluio".
Ex-assessor Eduardo Tagliaferro e Alexandre de Moraes. Foto:Reprodução
Em entrevista à revista Timeline na quarta-feira, 30 de julho, o ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, afirmou que recebeu ordens do ministro para "investigar e monitorar pessoas", todas elas ligadas à direita. Atualmente vivendo na Itália, o ex-servidor declarou que pretende denunciar os “abusos” cometidos no gabinete de Moraes.
"Eu tenho bastante coisa (…) tem algumas coisas fraudulentas, ele vai assistir e ele sabe do que eu estou falando", afirmou Tagliaferro, sugerindo que havia arquivos que deveriam ser apagados, mas que ele decidiu manter como prova.
Durante a entrevista, ele alegou ter evidências que envolvem também a Procuradoria-Geral da República (PGR) e afirmou que, em Brasília, existe um “grande conluio”, no qual agentes públicos atuariam de forma coordenada, e não de maneira independente.
Tagliaferro chefiou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), criada em 2022 com o objetivo de combater a desinformação nas eleições.
Aos jornalistas Luís Ernesto Lacombe e Allan dos Santos, ele disse que as ordens que recebia eram direcionadas exclusivamente para "monitorar e criar relatórios de pessoas ligadas à direita".
O ex-servidor declarou ainda que está reunindo provas para demonstrar que houve abusos durante o pleito de 2022 por parte do magistrado.
Uma matéria do Gazeta do Povo revelou mensagens obtidas pela Polícia Federal na investigação sobre o perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no TSE, revelam que ele temia ser preso por ordem do ministro, ou até morto, caso contasse publicamente o que sabia.
Segundo a reportagem, em conversas particulares que manteve ao longo do ano passado com sua mulher, Tagliaferro expressou medo do ex-chefe.
“Se eu falar algo, o Ministro me mata ou me prende”, escreveu o perito, em 31 de março de 2024, para a sua atual esposa, numa mensagem de WhatsApp. No diálogo, ele manifestou o desejo de “contar tudo de Brasília” antes de morrer. “Minha vontade, é chutar o pau da barraca, jogar tudo para o alto”, escreveu Tagliaferro.
As mensagens, inéditas, foram capturadas pela Polícia Federal no inquérito contra Tagliaferro que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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