Ministro Alexandre de Moraes e esposa, a advogada Viviane Barci, que estão no centro do caso do Banco Master. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O escritório de advocacia Barci de Moraes anunciou na segunda-feira, 16 de março, que vai acionar judicialmente o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por injúria, calúnia e difamação na Justiça estadual de São Paulo, além de pedir indenização por danos morais.
A iniciativa é uma resposta a falas de Vieira em que ele citou a suposta circulação de recursos do Primeiro Comando da Capital (PCC) para familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A banca tem como sócia Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O escritório está no centro de uma série de questionamentos desde que confirmou ter prestado serviços ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente e responde a investigações por fraude financeira na CPI do Crime Organizado e na CPMI do INSS.
Em entrevista ao SBT News, Vieira, relator da CPI do Crime Organizado no Senado, afirmou que apurações em curso indicam pagamentos do PCC a autoridades de diversos poderes, servidores públicos, políticos e pessoas ligadas ao Judiciário.
"A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recurso é ilícita", disse o senador.
O escritório acusa Vieira de ter vinculado recursos do PCC à firma advocatícia, contratada pelo Banco Master, e classifica as declarações como falsas.
Em nota, Vieira negou ter estabelecido ligação direta entre o PCC e o escritório Barci de Moraes e classificou a ação judicial como tentativa de intimidação.
"O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei em nenhum momento uma ligação direta entre o PCC e o referido escritório", afirmou.
O senador acrescentou que "as pessoas aparentemente ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master eram criminosas".
Estadão Conteúdo
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O senador afirmou que pedirá à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado o compartilhamento dos dados de Zettel.
O senador pernambucano afirmou que tem apresentado requerimentos de convocação e de quebra de sigilos nos colegiados dos quais participa.
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