Segundo o vereador, a tentativa de construir essa narrativa ocorre por meio de acusações, recortes de falas e interpretações que, em sua avaliação, distorcem o conteúdo original das manifestações
Eduardo Moura, Vereador do Recife Foto: Divulgação
O vereador do Recife e candidato a deputado federal pelo Novo, Eduardo Moura, afirma que parlamentares de esquerda da Câmara Municipal do Recife vêm adotando uma estratégia de ataques para desgastar vereadores de direita e associá-los a discursos de misoginia e intolerância. (Veja vídeo abaixo).
Segundo Eduardo Moura, a tentativa de construir essa narrativa ocorre por meio de acusações, recortes de falas e interpretações que, em sua avaliação, distorcem o conteúdo original das manifestações.
Para o vereador, o objetivo é transformar divergências políticas em ataques pessoais e apresentar a direita como inimiga das mulheres.
Criaram uma narrativa para tentar me colocar como alguém que não sou. Agora, eu decidi mostrar os fatos e a verdade, porque não vou aceitar que falas sejam retiradas de contexto para me atribuir crimes que nunca cometi”, destacou.
Um dos episódios envolve a vereadora Kari Santos (PT), que, segundo Eduardo, atribuiu a ele, em discurso na tribuna e em publicação com um áudio, uma suposta defesa da violência contra mulheres.
O vereador afirma que o trecho foi retirado de uma fala em que elogiava uma mulher homenageada pela Câmara, destacando sua trajetória profissional. Eduardo acionou a Justiça e diz ter obtido decisão favorável em ação cível, com condenação da vereadora ao pagamento de indenização por danos morais.
Ela atribuiu aquela minha fala, que era um elogio a uma mulher, como se fosse um apoio à violência contra a mulher. A Justiça determinou que ela fosse condenada ao pagamento de danos morais a mim”, explicou.
Eduardo Moura sustenta que o episódio não é isolado e que outros parlamentares de direita também têm sido alvo de tentativas de associação a comportamentos misóginos ou antidemocráticos quando entram em confronto com integrantes da esquerda.
veja:
Para o vereador, a estratégia busca deslocar o debate político do campo das ideias para a desqualificação pessoal. Ele afirma ainda que registros das sessões demonstram que, apesar das divergências, já defendeu publicamente o direito de vereadoras de esquerda se manifestarem na Câmara.
Eu sempre vou defender a democracia. Não me interessa se é homem ou mulher, se é esquerda ou direita. Mas nunca vou defender que se atribuam crimes a pessoas que não cometeram. Podem inventar a mentira que quiserem. Eu vou estar aqui para mostrar a verdade”, enfatizou.
Na avaliação de Eduardo, o episódio expõe uma disputa maior sobre os limites do debate político no Recife. “Ser de direita e discordar de uma parlamentar de esquerda não significa ser contra as mulheres. O debate precisa ser sobre ideias e propostas, não sobre fabricar acusações para destruir a reputação de adversários”, concluiu.
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