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Vídeo: Deputados Cabo Gilberto e Erika Hilton protagonizam embate durante protesto com esparadrapos

Os parlamentares entraram em discussão durante protestos de deputados da oposição contra as recentes medidas impostas a Bolsonaro.

Fernanda Diniz

06 de agosto de 2025 às 18:46   - Atualizado às 18:57

Deputados Cabo Gilberto e Erika Hilton.

Deputados Cabo Gilberto e Erika Hilton. Foto: Reprodução

O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protagonizaram um momento inusitado e carregado de ironia na última terça-feira (5), durante protesto realizado por parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados.

O ato simbólico, que incluiu o uso de esparadrapos na boca, foi promovido por deputados bolsonaristas como forma de denunciar o que classificam como “censura e perseguição política”.

Ao se deparar com a manifestação, Erika Hilton reagiu com críticas e ironia.

“Vocês podiam fazer esse favor”, declarou, referindo-se ao “voto de silêncio” adotado pelos opositores.

A parlamentar ainda acrescentou: “A pauta deles é só Bolsonaro, é só isso”.

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Senado e Câmara travam voatações 

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, anunciou nesta terça-feira (5) uma obstrução após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O parlamentar ainda alfinetou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), dizendo que o senador "precisa ter estatura" para dar abertura ao processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

"Quero anunciar que hoje, no Senado e na Câmara, ocupamos as Mesas e vamos obstruir as sessões. O Senado está com cinco senadores sentados na Mesa. Na Câmara também. É uma medida extrema, mas faz 15 dias que eu, como líder da oposição, não consigo interlocução com o presidente Davi Alcolumbre. É um desrespeito com a Casa e o Parlamento. Ele pode ser aliado do governo, mas não pode ficar de costas para o Parlamento", indicou.

Em coletiva convocada pela oposição após a prisão domiciliar de Bolsonaro, Marinho alegou que "há um momento de exceção no Brasil".

O senador fez críticas ao inquérito das fake news, classificando a investigação como o "ovo da serpente".

Também defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado e defendeu que a anistia dos condenados pelo 8 de janeiro é "importante" para "reconciliar o País".
 

Oposição na Câmara no mesmo caminho 

 O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira, 5, que a oposição não vai deixar a Câmara reabrir seus trabalhos do segundo semestre "enquanto não houver um diálogo sério para pensar soluções para o Brasil" - no caso, discutir o "pacote da paz" que os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro querem emplacar com o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outras medidas, dentre elas a anistia aos envolvidos em atos antidemocráticos.

"Vamos entrar em obstrução total na Câmara e no Senado e não vamos recuar enquanto não houver caminhos para a pacificação, já apresentado por meus colegas", indicou durante entrevista coletiva de imprensa.

Na mesma entrevista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou o que eles estão chamando de "pacote da paz", citando, além do impeachment de Moraes, a "anistia ampla, geral e irrestrita" de condenados pelo 8 de Janeiro e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o foro privilegiado.

'Guerra'

Sóstentes afirmou que a oposição está "entrincheirada", a partir desta terça, com "uma série de ações e uma coordenação centralizada". O líder destacou que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teve uma "conversa de alinhamento" com outros dirigentes de partidos nesta manhã.

"A partir de agora estamos nos apresentando para a guerra. Se é guerra que governo quer, guerra terá. Não haverá paz no Brasil enquanto não houver discurso de conciliação, que passa pela anistia, pela mudança do fim do foro e pelo impeachment de Moraes", destacou o líder do PL.

Estadão Conteúdo 

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