Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Deputado do PL articula derrubar decreto que garante equipe oficial para Janja

O decreto autoriza o gabinete pessoal da Presidência da República a "apoiar" a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, cônjuge do presidente Lula.

Fernanda Diniz

13 de outubro de 2025 às 18:43   - Atualizado às 18:49

Primeira-dama Janja

Primeira-dama Janja Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou nesta segunda-feira, 13, um projeto para derrubar o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no final de agosto.

O decreto autoriza o gabinete pessoal da Presidência da República a "apoiar" a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, cônjuge do Presidente da República "no exercício das atividades de interesse público".

Sóstenes argumenta que o decreto "cria uma estrutura financiada com dinheiro público para 'atender' a primeira-dama que não tem cargo público, não foi eleita e só sabe gastar o dinheiro dos brasileiros".

"O decreto é imoral e irregular, feito apenas para promover a imagem de Janja e fortalecer o marketing do governo, e não para servir ao povo. É pra isso que o governo tenta criar um imposto novo a cada dia?", questionou o deputado na rede social X.

O gabinete presidencial é chefiado por Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola.

Veja Também

O Planalto sustenta que o decreto de Lula assegurou transparência aos atos do governo e apenas consolida as normas relativas à atuação da primeira-dama.

Como noticiou o Estadão em dezembro de 2024, o governo mantinha uma equipe de ao menos 12 pessoas à disposição de Janja O grupo inclui assessora de imprensa, fotógrafos, especialistas em redes sociais e um militar como ajudante de ordens. O "time" de Janja custava cerca de R$ 160 mil mensais em salários por mês

Decreto de Lula 

Um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou o papel da primeira-dama, Janja da Silva, dentro da estrutura administrativa da Presidência da República.

A norma, publicada em agosto, autoriza que o Gabinete Pessoal do presidente também preste apoio ao cônjuge no desempenho de ações consideradas de interesse público.

Com a mudança, setores responsáveis por organizar compromissos oficiais, elaborar discursos, cuidar do acervo presidencial e zelar pelos palácios e residências sob administração do Executivo passam a poder auxiliar formalmente a esposa do presidente.

O gabinete, chefiado por Marco Aurélio Santana Ribeiro, conta com 189 servidores e responde diretamente ao Palácio do Planalto.

A decisão foi assinada por Lula, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Segundo o governo, o decreto tem como objetivo garantir transparência e segurança jurídica às atividades desempenhadas por Janja.

Mesmo sem exercer um cargo público, a primeira-dama já vinha participando de ações sociais, culturais e diplomáticas desde o início da atual gestão.

Em abril deste ano, a Advocacia-Geral da União (AGU) havia publicado uma orientação reconhecendo essa atuação voluntária, desde que sem remuneração e com a devida prestação de contas.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

11:34, 13 Fev

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Agora É Rubem e João Campos.
Pergunta

"Vai ter puxadinho no concurso da Guarda?", questiona vereador do PSB que deixou base de João Campos

O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Situação

Ministro Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado; três são ligados ao caso do Banco Master

O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

mais notícias

+

Newsletter