O material foi compartilhada pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), que atua como produtor executivo do longa e também é responsável pelo argumento do roteiro.
19 de maio de 2026 às 18:03 - Atualizado às 18:14
Dark Horse. Fotos: Divulgação/Reprodução. Montagem: Portal de Prefeitura
O primeiro trailer de “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi divulgado nesta terça-feira, 19 de maio, e rapidamente repercutiu nas redes sociais. A prévia foi compartilhada pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), que atua como produtor executivo do longa e também é responsável pelo argumento do roteiro.
Ao publicar o vídeo, o parlamentar escreveu: “Vazou. Chega de mistério”, chamando a atenção dos seguidores para o material. Apesar da postagem pública, o trailer divulgado apresenta marcas d’água com a frase “divulgação proibida”, o que gerou comentários e questionamentos entre internautas logo após a publicação.
A divulgação acontece em meio à repercussão envolvendo o financiamento do filme. Segundo informações já tornadas públicas, a produção recebeu mais de R$ 60 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro. O tema voltou ao centro das discussões após o senador Flávio Bolsonaro admitir ter se reunido com o empresário após a primeira prisão de Vorcaro, ocorrida no fim de 2025.
De acordo com o senador, o encontro teve como objetivo encerrar as discussões relacionadas ao financiamento do projeto cinematográfico. A declaração trouxe novamente visibilidade ao caso e ampliou o debate em torno da produção do longa.
Ao comentar a repercussão sobre o filme, Flávio Bolsonaro afirmou que a resistência ao projeto estaria relacionada ao impacto político e simbólico da obra. Segundo ele, o receio estaria na possibilidade de apresentar ao público uma leitura específica sobre os acontecimentos políticos de 2018.
Em declaração pública, o senador afirmou que tentativas de descredibilizar o projeto fazem parte de um esforço para enfraquecer uma narrativa que, segundo ele, representa parte significativa da população brasileira. Ele também destacou que a produção busca apresentar uma visão ligada ao contexto político daquele período.
Flávio ainda afirmou que o incômodo gerado pela divulgação da obra não estaria ligado ao caráter ficcional do longa, mas à semelhança com eventos reais. Para o parlamentar, Jair Bolsonaro representa um marco na política brasileira contemporânea e sua trajetória justificaria a produção de uma cinebiografia de grande porte.
A publicação do trailer provocou reações imediatas nas redes sociais. Entre apoiadores do ex-presidente, a divulgação foi celebrada como uma oportunidade de revisitar momentos marcantes da política nacional sob outra perspectiva.
Por outro lado, críticos da produção utilizaram as plataformas digitais para questionar tanto o conteúdo apresentado na prévia quanto os valores investidos na realização do filme. Comentários com diferentes posicionamentos rapidamente ampliaram o alcance da publicação.
A repercussão reforça o interesse em torno de “Dark Horse”, que desde o anúncio vem sendo acompanhado de debates sobre sua proposta narrativa, bastidores e financiamento. O lançamento do trailer colocou novamente a obra entre os assuntos mais comentados do dia.
Ainda não há detalhes adicionais amplamente divulgados sobre a data oficial de estreia ou sobre novas etapas de divulgação do longa. No entanto, a publicação da prévia indica um avanço na promoção do projeto, que já desperta expectativa entre apoiadores e críticas entre opositores.
Após a divulgação de um investimento de R$ 61 milhões feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A revelação ocorreu na quarta-feira, 13 de maio, e trouxe novamente à tona denúncias registradas meses antes sobre as condições de trabalho durante as filmagens em São Paulo.
Na mesma data, o The Intercept Brasil publicou mensagens e áudios trocados entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre o financiamento da produção. Segundo a reportagem, o banqueiro teria feito repasses entre fevereiro e maio de 2025 por meio de um fundo sediado nos Estados Unidos e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.
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