Danilo Cabral, superintendente da Sudene. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura
O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, corre o risco de perder o comando da autarquia a qualquer momento. Segundo informações divulgadas pelo Blog do Elielson, a pressão vem crescendo por parte do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e da concessionária Transnordestina Logística (TSLA).
O motivo seria a atuação incisiva de Danilo em defesa do trecho pernambucano da ferrovia Transnordestina, que não foi contemplado nos investimentos atuais do projeto.
Danilo Cabral, ex-deputado federal e ex-candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, tem defendido de forma contínua que os recursos federais também contemplem o ramal que passa por território pernambucano. Essa postura, no entanto, incomodou setores do governo cearense, que atualmente concentra o foco das obras da ferrovia.
O desconforto entre os dois estados ganhou força nas últimas semanas. Durante um evento em Quixeramobim, no interior do Ceará, o governador Elmano de Freitas fez críticas indiretas à postura de Danilo Cabral, sem citar nomes. Na ocasião, o petista cearense deixou claro que não vê com bons olhos a pressão feita por Pernambuco para destravar o trecho estadual do projeto.
O desconforto ficou ainda mais evidente durante a passagem do presidente Lula por Missão Velha, também no Ceará. Na visita, aliados do governador cearense teriam levado diretamente ao presidente o pedido de substituição de Danilo no comando da Sudene. O gesto foi entendido como um movimento articulado do PT cearense para ampliar seu espaço político no governo federal.
O PT do Ceará já ocupa espaços de destaque na Esplanada dos Ministérios. O partido comanda o Ministério da Educação, lidera o governo na Câmara dos Deputados e tem cargos estratégicos em outras áreas.
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Na avaliação geral do mandato, 32% dos entrevistados classificam o governo como ótimo ou bom. Outros 22% consideram a gestão regular.
O levantamento do Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 19 e 23 de setembro de 2026. As entrevistas foram realizadas por telefone e por meio de recrutamento digital.
Segundo a pesquisa, 3% dos entrevistados declararam que pretendem votar em branco ou nulo. O mesmo percentual, de 3%, corresponde aos eleitores que disseram não saber.
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