Servidor dos Correios. Foto: Divulgação/Correios
Mesmo após anunciar um prejuízo de R$ 2,6 bilhões no ano de 2024, os Correios abriram uma nova licitação para contratar quatro veículos de luxo com motorista e combustível inclusos.
O contrato terá duração de 30 dias e vai atender a diretoria da empresa pública. A informação foi divulgada pela revista Veja nesta semana.
O edital da licitação descreve as exigências mínimas para os automóveis. Todos os carros precisam ser novos ou seminovos, com no máximo três anos de uso ou até 120 mil quilômetros rodados.
Os veículos devem contar com motor a combustão ou tecnologia híbrida e possuir, no mínimo, 150 cavalos de potência. Os porta-malas precisam ter capacidade superior a 300 litros.
A licitação determina a contratação de um utilitário esportivo grande, preferencialmente preto, para uso exclusivo do chamado “executivo I”.
Além disso, o edital exige três sedãs médios, também com pintura preferencialmente preta, para atender aos “executivos II”. O documento não menciona os nomes dos ocupantes dos cargos, nem detalha a finalidade do uso dos automóveis.
Os Correios classificaram o valor da contratação como sigiloso, o que impede a população de saber quanto a estatal pretende gastar com os veículos durante o curto período de vigência do contrato.
O gasto previsto chama ainda mais atenção diante do cenário fiscal enfrentado pelos Correios. Em 9 de maio de 2025, a empresa divulgou um balanço financeiro que revelou prejuízo acumulado de R$ 2,6 bilhões em 2024.
O número representa uma queda na saúde financeira da estatal, que já enfrentava dificuldades nos últimos anos por causa da redução no volume de correspondências físicas e da concorrência com empresas privadas de logística.
Na mesma semana, o Banco Central publicou dados atualizados sobre o desempenho das empresas estatais no país. Segundo o relatório divulgado na sexta-feira (30), as estatais federais apresentaram um déficit de R$ 2,69 bilhões entre janeiro e abril de 2025.
Em contrapartida, as empresas estatais administradas por governos estaduais registraram superavit de R$ 573 milhões no mesmo período.
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Recém-empossado presidente estadual do Solidariedade, Edinazio comparou as negociações com o futebol, como a busca por "bons jogadores" (candidatos).
A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão.
O presidente do Brasil ainda afirmou que a guerra dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, contra o Irã é inconsequente.
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