Ji Seong-Ho fugiu do regime na Coreia do Norte e se tornou alvo número um do país, ao lutar contra a perseguição aos cristãos.
16 de agosto de 2023 às 18:25
Calcula-se que cerca de 34.000 indivíduos seguidores do cristianismo escaparam da Coreia do Norte e buscaram refúgio na Coreia do Sul, almejando a liberdade religiosa. Ji Seong-Ho representa um desses refugiados e agora ocupa um assento no parlamento sul-coreano, sendo o principal alvo do regime norte-coreano.
"Como membro do Congresso Nacional, minha aspiração é que o regime norte-coreano desapareça, permitindo que o povo experimente a liberdade e mantenha sua fé em Deus", relatou à CBN News. "Tenho o compromisso de contribuir para o estabelecimento dessa liberdade e para a consecução da unidade", acrescentou ele.
Seong-Ho compartilhou sua trajetória como um menino sem abrigo, sobrevivendo enquanto milhões pereciam de fome. Leia também: Na Coreia do Norte, criança de 2 anos foi condenada a prisão perpétua por ser cristã e ter uma bíblia em casa Quando tinha 14 anos, sofreu um acidente que lhe custou a perna e a mão esquerdas. Dez anos depois, conseguiu escapar do país.
"Eu fugi da Coreia do Norte com a perna e a mão esquerdas faltando. Nadei através do rio Tumen para evitar os soldados norte-coreanos. Percorri 6.000 quilômetros pela China, Laos, Myanmar e Tailândia, retornei à China e percorri mais 10.000 quilômetros até chegar à Coreia do Sul", relembrou.
E prosseguiu: "Ter alcançado a liberdade apoiado em muletas revelou ao mundo a incrível força da vontade humana pela liberdade". Como alvo de maior interesse dos norte-coreanos, durante sua estadia na China, Seong-Ho entrou em contato com o Evangelho e abraçou o cristianismo. Quando finalmente chegou à Coreia do Sul, a sensação foi como um sonho realizado.
"Todos os meus pensamentos, sonhos e orações se tornaram realidade. Eu pude andar novamente pelo mundo. Quando cheguei à Coreia do Sul, o governo me forneceu uma nova prótese de perna e braço, o que me permitiu andar novamente", afirmou.
Em 2018, o ex-presidente Trump honrou Seong-Ho durante seu discurso sobre o Estado da União. No entanto, com sua crescente influência, a Coreia do Norte o designou como principal alvo. Ele destaca que as nações devem exercer pressão sobre a China para que não repatrie os refugiados à Coreia do Norte, onde enfrentam ameaças de morte ou uma vida de cativeiro político.
"As pessoas nos campos de prisioneiros políticos norte-coreanos são tratadas como animais, não como seres humanos. E todos na Coreia do Norte estão conscientes disso", explicou.
Seong-Ho agora dedica sua atuação à defesa dos direitos humanos e dos 34.000 refugiados provenientes da Coreia do Norte.
"Meu desejo é que os norte-coreanos tenham a oportunidade de viver em liberdade", compartilhou.
E continuou: "Aqueles que vivem em democracias têm a responsabilidade de resgatar aqueles que estão aprisionados e à beira da morte. É nosso dever garantir que até mesmo aqueles que enfrentam a fome possam viver e desfrutar da liberdade que temos". Segundo informações da CBN News, Seong-Ho acredita na possibilidade de reconciliação entre as Coreias:
"Não considero isso inatingível, pois está claro que a Coreia do Norte é uma ditadura. Não conheço nenhum regime ditatorial que tenha perdurado para sempre. Além disso, tenho a perspectiva de que a política deve ser moldada por uma visão de longo prazo, de modo a permitir a disseminação da democracia e do Evangelho aos norte-coreanos, buscando a integração após a unificação", detalhou.
Ele concluiu fazendo um apelo aos cristãos ao redor do mundo para que orem: "Por favor, intercedam pela queda do regime norte-coreano. Pela conquista da unidade e pela integração do povo em uma democracia libertária". Fonte: Site Guiame
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