Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao lado de Lula. Foto: Reprodução/ Instagram
A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, 18 de junho, ganhou destaque entre analistas e investidores. O encontro pode provocar mudanças relevantes na curva de juros, com possíveis efeitos nos investimentos em renda fixa. A expectativa gira em torno da manutenção da taxa Selic em 14,75% ou de um possível aumento para 15%.
Embora a maioria dos economistas aponte para a manutenção da Selic no patamar atual, parte do mercado já se posiciona para uma elevação de 0,25 ponto percentual. Esse cenário dividido indica que qualquer decisão pode gerar reação imediata nos juros futuros.
Segundo dados da Reuters, entre 47 projeções analisadas, 30 esperam que a Selic continue em 14,75%, enquanto 17 apostam na alta para 15%. A equipe macroeconômica da XP resume o momento como “ambíguo”. A inflação apresentou resultados melhores que o esperado, o real ganhou força e o atacado registrou deflação. Por outro lado, a atividade econômica segue aquecida e o mercado de trabalho permanece apertado. O aumento no preço do petróleo, influenciado por tensões geopolíticas, também contribui para a incerteza.
A LCA Consultores compartilha visão parecida. Para a casa, há sinais de desaceleração econômica e redução da inflação ao consumidor, o que justificaria a manutenção da taxa. Mesmo assim, o cenário ainda exige cautela por parte do Banco Central.
O Itaú BBA também apoia a ideia de manter os juros onde estão. A justificativa se baseia no acúmulo dos efeitos da política monetária adotada até agora e no ambiente de incertezas. A análise da instituição aponta que o Banco Central deve continuar com uma abordagem cuidadosa, baseada em dados e sem movimentos bruscos.
Apesar da leitura majoritária de estabilidade, algumas instituições enxergam espaço para alta. O Goldman Sachs considera que a inflação nos núcleos e nos serviços ainda segue elevada. A combinação com estímulos fiscais e a resiliência da economia sustentaria uma última elevação. A XP também vê esse risco, embora mantenha a projeção de estabilidade. A casa afirma que, caso ocorra uma alta nesta reunião, ela tende a ser a última do ano.
O mercado de juros futuros já mostra sinais de expectativa. No início da tarde desta quarta, os contratos de Opção de Copom negociados na B3 indicavam 64,75% de probabilidade de alta. Caso o Banco Central decida manter a taxa em 14,75%, pode haver ajustes especialmente na parte curta da curva de juros.
A equipe de renda fixa da XP considera que essa possibilidade está no radar. Para eles, uma decisão de manutenção pode gerar um movimento de fechamento nas taxas de curto prazo. Essa reação tende a influenciar diretamente os rendimentos dos títulos de renda fixa.
Os efeitos da expectativa já aparecem nos dados do Tesouro Direto. Às 12h01 desta quarta, os títulos prefixados com vencimentos em 2028 e 2032 operavam com taxas em leve queda, registrando 13,57% e 13,78% ao ano, respectivamente. Na terça-feira, essas taxas estavam em 13,62% e 13,79%.
Entre os papéis atrelados ao IPCA, o movimento foi misto. O título com vencimento em 2029 manteve estabilidade, com juro real de 7,58%. Já os mais longos, com vencimentos em 2040 e 2050, registraram recuo nas taxas para 6,99% e 6,93%, contra 7,02% e 6,99% no dia anterior.
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