Gastos com aluguel de carros por parlamentares brasileiros Foto: John Vergari/Divulgação, Presidência da República/canaltech
Os gastos com aluguel de carros por parlamentares brasileiros continuam em alta. Só em 2024, a despesa total com veículos utilizados por senadores e deputados federais chegaram a marca de R$ 51 milhões, segundo dados divulgados sobre contratos de locação e reembolsos da cota parlamentar.
A maior parte desse montante vem da Câmara dos Deputados, que responde por cerca de R$ 42 milhões em aluguéis pagos com verba pública. Já o Senado Federal soma R$ 4,8 milhões em contratos oficiais de locação, enquanto outros R$ 3,8 milhões estão relacionados a veículos diretamente administrados pela Casa. Valores reembolsados diretamente aos senadores não foram incluídos no cálculo.
A preferência pelo conforto e sofisticação é clara: modelos como Toyota Hilux, Toyota SW4 Diamond e Jeep Commander são os mais escolhidos entre os deputados. No Senado, o modelo padrão é o Nissan Sentra, um sedã de médio porte, utilizado exclusivamente em Brasília. A fornecedora oficial desses veículos é a empresa Quality, que também disponibiliza veículos adaptados, como o Kia Carnival utilizado pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que é tetraplégica.
Entre os 81 senadores, apenas cinco abriram mão do benefício: Confúcio Moura, Vanderlan Cardoso, Eduardo Girão, Jorge Kajuru e Cleitinho. Os veículos destinados a eles são transferidos para uso administrativo ou reserva de contingência do Senado.
A presidência do Senado conta com duas SUVs blindadas e uma sem blindagem, todas fornecidas pela Quality. O contrato prevê ainda que a empresa custeie combustível, manutenção, seguros e impostos. Os motoristas, por sua vez, são pagos com verba de gabinete e recebem salário bruto de R$ 6.000, ficando disponíveis 24 horas durante os dias úteis.
O uso do dinheiro público para o aluguel de carros por parlamentares reacende o debate sobre os privilégios no Legislativo e a necessidade de transparência e revisão de gastos em um país que ainda enfrenta sérios desafios sociais e orçamentários.
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A declaração foi publicada após o parlamentar compartilhar que há divergências internas na Polícia Federal na prisão do filho do presidente Lula.
O documento também afirma que o ministro do STF cometeu outros crimes, entre eles tráfico de influência, corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro
Levantamento divulgado pelo Blog Manoel Medeiros aponta crescimento de 158% nos gastos com publicidade na gestão de João Campos.
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