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Com tapete vermelho e aplausos, Trump recebe Putin no Alasca para discutir fim da guerra na Ucrânia

Os dois líderes pousaram quase ao mesmo tempo, em uma chegada coordenada para que pudessem se cumprimentar logo após desembarcar.

Isabella Lopes

15 de agosto de 2025 às 17:58   - Atualizado às 18:24

Putin e Trump.

Putin e Trump. Foto: Reprodução.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com tapete vermelho nesta sexta-feira, 15 de agosto, no Alasca. O encontro tem como objetivo discutir um possível cessar-fogo na guerra da Ucrânia e ocorre na base militar Elmendorf-Richardson, em Anchorage.

Os dois líderes pousaram quase ao mesmo tempo, em uma chegada coordenada para que pudessem se cumprimentar logo após desembarcar. Trump aguardou Putin com aplausos, recebendo em troca um sinal de “joinha” do líder russo. Ambos trocaram sorrisos e acenos antes de seguirem para o local das negociações.

No trajeto, Putin foi visto sorridente dentro do carro oficial, acenando para as câmeras. Na base militar, os dois posaram para fotos ao lado de assessores e secretários, mas não concederam declarações à imprensa antes da reunião.

Expectativa para as negociações

Essa é a primeira cúpula entre os dois países desde o início da guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e o primeiro encontro presencial entre Trump e Putin desde 2018. O presidente russo afirmou acreditar que a conversa pode “selar a paz mundial”, mas condicionou essa possibilidade a um acordo sobre restrições no uso de armas estratégicas, incluindo armamentos nucleares.

Trump, por sua vez, comparou a negociação a “uma partida de xadrez”, destacando que vê chances de chegar a um acordo, mas que “nada está garantido”. Ele estimou em 25% a possibilidade de o encontro terminar sem avanços e já indicou que pode ser necessária uma segunda reunião com o líder russo.

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Pontos centrais do encontro

As discussões devem se concentrar principalmente no futuro das regiões da Ucrânia atualmente ocupadas por tropas russas. De acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), a Rússia mantém controle militar sobre cerca de 20% do território ucraniano.

Fontes diplomáticas indicam que Washington e Moscou também devem abordar questões ligadas à segurança global, especialmente a limitação de arsenais estratégicos. A expectativa é que ambos apresentem propostas que conciliem interesses militares e diplomáticos, buscando reduzir as tensões acumuladas nos últimos meses.

Clima político e postura dos líderes

A imprensa norte-americana avalia que Trump chega ao encontro mais experiente e com um perfil mais assertivo, o que pode gerar embates diretos com Putin. No entanto, o líder russo tem um histórico de 25 anos no poder e formação como ex-chefe da KGB, o que o torna um negociador experiente e cauteloso.

Nos últimos meses, ambos trocaram críticas públicas e ameaças veladas, mas, às vésperas do encontro, adotaram um tom mais diplomático. Putin elogiou o que chamou de “esforços sinceros” dos EUA para buscar uma solução para a guerra, enquanto Trump afirmou acreditar na possibilidade de um acordo, embora tenha mantido cautela sobre o resultado imediato da reunião.

A base militar no Alasca foi escolhida como local do encontro por questões estratégicas e de segurança, além de simbolizar a proximidade geográfica entre os dois países no extremo norte do continente.

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