Clarissa Tércio e Alexandre de Moraes. Foto: Bruno Vila Nova/Portal de Prefeitura; Wilson Dias/Agência Brasil
A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) participou no domingo, 3 de agosto, da manifestação “Reaja, Brasil”, realizada na Avenida Boa Viagem, no Recife. O ato, organizado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reuniu milhares de pessoas com bandeiras do Brasil e cartazes com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Clarissa Tércio se juntou a outros nomes da direita pernambucana que compareceram ao evento.
Em entrevista ao Portal de Prefeitura, a deputada fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“A tirania tem nome e sobrenome: Alexandre de Moraes”, afirmou Clarissa. Ela ainda disse que o ministro vem adotando posturas autoritárias contra cidadãos comuns. “Ele tem tomado medidas arbitrárias contra patriotas”, reforçou.
Clarissa também aproveitou o momento para destacar a importância de manter os valores cristãos presentes na política brasileira. Segundo ela, o atual cenário exige coragem para defender princípios que, em sua visão, estão sendo colocados em segundo plano.
“Essa convocação foi feita pelo povo. Isso mostra que a gente não desistiu do Brasil”, disse a deputada, sob aplausos.
Além das críticas direcionadas ao STF, Clarissa Tércio defendeu abertamente o impeachment de Alexandre de Moraes. Ela disse que esse é um desejo crescente entre os brasileiros e que os parlamentares precisam ouvir essa insatisfação. O discurso reforçou o tom combativo do ato, que reuniu eleitores que se dizem insatisfeitos com os rumos da política nacional.
A parlamentar também fez uma metáfora durante sua fala para ilustrar a resistência do povo diante das dificuldades.
"Esse povo é igual massa de pão: quanto mais bate, mais cresce", afirmou, ao comentar sobre as prisões e investigações contra apoiadores do ex-presidente.
Na tarde deste domingo (3), simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife, para uma manifestação em apoio a Bolsonaro. O ato teve início por volta das 14h, em frente à tradicional Padaria Boa Viagem, ponto de encontros frequentes entre grupos conservadores na capital pernambucana.
Vestindo camisetas nas cores verde e amarela e carregando bandeiras do Brasil, os manifestantes entoaram palavras de ordem e exibiram cartazes em defesa do ex-presidente. Entre os principais temas levantados estavam o pedido de anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro e críticas direcionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Com faixas que pediam "liberdade de expressão" e "respeito à Constituição", o grupo também fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo os participantes, promove perseguição política contra adversários. “Não é só pelo Bolsonaro. É pelo Brasil e pela democracia”, dizia um dos cartazes mais fotografados do ato.
O movimento integra uma série de manifestações organizadas em diversas cidades do país por grupos ligados à direita e ao conservadorismo. Segundo os presentes, o apoio a Bolsonaro segue firme e representa, para eles, a continuidade de um projeto de país baseado em valores como família, liberdade econômica e combate à corrupção.
Organizadores destacaram o caráter pacífico da manifestação e afirmaram que o ato serviu para manter acesa a chama da militância bolsonarista. “Estamos aqui para mostrar que não esquecemos o que Bolsonaro fez pelo Brasil e que vamos continuar lutando por ele”, afirmou um dos participantes.
O ato deste domingo reafirma que o apoio a Bolsonaro ainda mobiliza setores expressivos da população, especialmente em momentos em que o ex-presidente enfrenta investigações e restrições judiciais. Para seus seguidores, a mobilização nas ruas segue sendo uma ferramenta essencial de resistência política.
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