Clarissa Tércio e Bolsonaro. Foto: Divulgação
A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) usou as redes sociais nesta quarta-feira, 26 de março, para questionar a velocidade com que o Supremo Tribunal Federal (STF) analisou o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A manifestação aconteceu após a Primeira Turma da Corte decidir, por unanimidade, tornar Bolsonaro réu pela suposta tentativa de golpe de Estado.
Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram a favor do recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Com essa decisão, o ex-presidente responderá a um processo criminal, tornando-se réu oficialmente.
Clarissa Tércio demonstrou indignação com o ritmo acelerado da tramitação do caso.
"Não me surpreende a velocidade com que corre o processo contra o presidente Bolsonaro por 'tentativa de golpe'", escreveu.
A parlamentar também compartilhou um conteúdo do jornal Folha de S.Paulo que destaca que o julgamento de Bolsonaro aconteceu 14 vezes mais rápido que o do mensalão, esquema de corrupção investigado no governo de Lula, que estourou em 2005, mas só foi julgado em 2012.
Clarissa questionou a diferença de tratamento entre os dois casos. "No mínimo, curioso, não?", afirmou. Para a deputada, a rapidez da decisão contra Bolsonaro levanta dúvidas sobre a isenção do Judiciário.
A denúncia contra Jair Bolsonaro foi apresentada com base em investigações da Polícia Federal. Os investigadores apontam que o ex-presidente teria participado de uma articulação para tentar deslegitimar o processo eleitoral e incentivar ações golpistas após o resultado das eleições de 2022.
Bolsonaro nega as acusações e se diz alvo de perseguição política. Seus aliados, como Clarissa Tércio, defendem que o STF tem tratado o ex-presidente com parcialidade e rapidez incomum.
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A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
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