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Ciro Nogueira diz que Bolsonaro é 'o único que não pode perder' nas eleições de 2026

O senador disse acreditar que o ex-presidente, que não pode "correr mais riscos", vai evitar que se criem divisões no campo da direita ao escolher um "sucessor".

Ricardo Lélis

02 de setembro de 2025 às 16:30   - Atualizado às 16:30

Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro

Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisa escolher alguém "capaz de ganhar" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar as eleições de 2026 em seu lugar. Bolsonaro está inelegível e será julgado por tentativa de golpe de Estado nos próximos dias.

"O único que não pode perder a eleição do ano que vem é Jair Bolsonaro, por causa da situação dele. Ele tem que escolher alguém que possa ganhar", disse ao Valor Econômico, em entrevista publicada nta segunda-feira, 1º.

Ele disse acreditar que Bolsonaro, que não pode "correr mais riscos", vai evitar que se criem divisões no campo da direita ao escolher um "sucessor". Entre os presidenciáveis, ele considera que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o que tem a maior chance de derrotar Lula nas urnas.

O senador acusou o presidente de querer "queimá-lo" ao mencionar Tarcísio como a escolha de Bolsonaro para 2026 e seu próprio nome como vice da chapa.

"Fixar o Tarcísio como candidato agora leva setores da direita a bater em Tarcísio", disse.

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Em reunião ministerial realizada no fim do mês de agosto, Lula analisou que o governador paulista será seu adversário nas eleições, já que Bolsonaro não terá alternativa senão apostar no aliado paulista. Também afirmou que Ciro Nogueira age para desgastar o governo federal porque quer ser o vice.

Apesar de negar ter intenção de se lançar ao Planalto, Tarcísio disse na sexta-feira, 29, que sua primeira medida caso se torne presidente da República será conceder um indulto a Bolsonaro.

O ex-presidente responde a processo por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira das oito sessões reservadas pela Primeira Turma da Corte para o julgamento ocorre nesta terça-feira, 2. Se condenado pelos cinco crimes de que é acusado, pode receber uma sentença de até 43 anos de prisão.

O destaque de Tarcísio como o possível sucessor de seu padrinho político tem atraído críticas do entorno de Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já xingou o pai por ter sinalizado apoio ao governador, avalia sair candidato.

Eduardo já afirmou que sua família pode deixar o PL se Tarcísio migrar para a sigla e defendeu que ele não tem o perfil de "combate ao establishment" esperado pelos bolsonaristas.

O senador Ciro Nogueira acredita que o ex-presidente será condenado e espera que isso dê novo fôlego às discussões sobre anistia aos golpistas do 8 de Janeiro. Ele defende uma proposta que contemple Jair Bolsonaro. No momento, não há previsão de que o tema entre na pauta do Congresso Nacional.

Estadão Conteúdo

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